“A PRF, como órgão de Estado, não tem partido e não irá pactuar com qualquer investida contra a democracia”, disse Antônio Fernando Souza Oliveira, novo diretor-geral da PRF.
Oliveira condenou ainda ações recentes da instituição. “Nos últimos anos, atos isolados que considero abomináveis lançaram sobre a PRF um véu de desconfiança”, disse.
Nenhuma instituição é infalível, diz ministro
Em breve discurso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que não fica surpreso que haja “bons e maus” em todas as instituições, mas que acredita que “quase a totalidade é de bons”.
“Nenhuma instituição humana é infalível”, disse. “Tenham a tranquilidade que não passa apenas de mais uma fake news, nome chique para mentira, a ideia que haveria uma espécie de má-vontade com essa instituição [a PRF]”.
Dino ainda sinalizou que há conversas com outras autoridades sobre um possível aumento aos agentes. “Deus proverá“, brincou.
Exonerado em dezembro do ano passado, o antigo diretor-geral da instituição, Silvinei Vasques, é réu por improbidade administrativa por pedir votos para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enquanto chefiava a corporação.
Ele ainda é investigado pelas barreiras montadas pela PRF no segundo turno das eleições, que teriam atrapalhado eleitores a chegarem nos locais de votação.
Três dias após Vasques deixar o cargo, a PRF concedeu aposentadoria a ele com salário integral.
Agentes são réus por morte em viatura. Três agentes da PRF são réus pela morte de Genivaldo de Jesus Santos. Em maio do ano passado, a vítima, um homem de 38 anos, foi colocada no porta-malas de uma viatura e asfixiada por mais de dez minutos com gás lacrimogêneo durante uma abordagem.
A Justiça Federal determinou no mês passado que os policiais serão submetidos a júri popular pelos crimes de tortura e homicídio qualificado.

