Trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) estão em greve, por tempo indeterminado. A paralisação começou nesta segunda-feira (13). A previsão é que a escala mínima de atendimento seja cumprida pelo movimento grevista.

Os profissionais da saúde estão reunidos em protesto na porta do hospital João XXIII, no Centro de Belo Horizonte, oficializando o ato da categoria, que reivindica melhores condições profissionais e a revogaçãode duas resoluções aprovadas pelo Governo do Estado.

“Como não houve nenhuma resposta positiva por parte do Governo,vamos entrar em greve a partir de hoje, respeitando a escala mínima de profissionais onde há paciente internados e nos atendimentos de urgência”, informa o presidente do Sindicato dos profissionais de enfermagem, auxiliares de apoio da saúde, técnicos operacionais da saúde e analistas de gestão e assistência à saúde (Sindpros), Carlos Martins.

“A primeira resolução é com relação a escala de trabalho. Atualmente, somos plantonistas de 30 horas, ou seja, trabalhamos um dia e folgamos dois. Isso dá em média 10 plantões quando mês tem 30 dias, ou 11, quando o mês tem 31 dias. A partir dessa resolução, o Governo determina que façamos 11 plantões todos os meses, ultrapassado a carga horária“, explica.

Para os profissionais, a medida que começará a valer em 1 de abril deste ano, vai impactar na saúde dos trabalhadores. “Trabalhar um plantão a mais sobrecarrega demais. Muitos colegas, principalmente os mais novos têm dois ou três empregos, então, a carga já é maior, e aí, as doenças começam a aparecer. Eu, por exemplo, tenho hérnia de disco, cisto na coluna, por conta da carga horária” relata a técnica em enfermagem Lindoneza Valéria, que atua no João XXIII há 30 anos.


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