O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), falou sobre sua relação com o presidente Lula (PT) e disse que está disposto a fazer costuras para ampliar a base de apoio do governo. Em entrevista à revista Veja, Paes ressaltou que seu partido nunca integrou o governo de Jair Bolsonaro (PL).

“Faço e farei o que tiver a meu alcance para ajudar o Lula a ampliar sua base. Logo que a eleição acabou, participei de um jantar do partido em Brasília e defendi apoio formal ao governo, o que acabou ocorrendo com a concordância de todos, inclusive do Kassab [presidente do PSD]”, afirmou o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Em outro momento, Paes declarou que sempre disse ao governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que ele ficaria feliz com a vitória do Lula. “Não tenho a menor dúvida de que, nesse momento, ele ganha mais se aproximando de Lula do que de Bolsonaro, que nunca fez nada pelo estado”.

“Minha relação com o presidente é excepcional, tanto assim que a primeira visita que ele fez depois da vitória foi ao Rio. Agora, não quer dizer que eu vá bater palmas para tudo e achar que ele pensa igual a mim”, disse O prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Questionado sobre a ausência na posse do presidente Lula, Paes disse que acha “chatas” as cerimônias em Brasília e que estava numa festa de réveillon com o cantor Zeca Pagodinho.

“Não pretendia nem ir à diplomação, mas aí o presidente me ligou, dizendo: ‘Eduardo, você ainda não confirmou presença’. Convocado, compareci ao coquetel. Depois, não fui à posse porque participei da festa de réveillon no Rio, tocando tamborim com o Zeca Pagodinho. Fiquei triste: ‘Será que o Lula vai notar a minha falta?’. Não notou. Quando veio ao Rio, contei que havia faltado à posse, ele ficou surpreso e brincou: ‘Então não deveria ter me dito agora’. O que eu quero mesmo é encontrá-lo quando ele tiver com saudade de mim e a caneta cheia de tinta para preencher cheques para a cidade. Isso, sim, vou cobrar.”


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