O deputado bolsonarista Zé Trovão (PL-SC) foi hoje ao Palácio do Planalto para se reunir com o ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais. Em encontro que ele definiu como “tentativa de diplomacia”, ele representou a bancada Sul/Centro-Oeste da Câmara.

De chapéu e com tornozeleira eletrônica, o deputado foi eleito em 2022 após ser preso em 2021 por ameaças ao STF (Supremo Tribunal Federal) e por incentivar atos golpistas. Seu inquérito segue na Suprema Corte e, por não ter condenações anteriores, ele pôde tomar posse.

O encontro com o ministro de Lula (PT) durou pouco mais de 30 minutos. Na saída, ele se recusou a falar com a imprensa, com a justificativa de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Segundo a decisão, o deputado não pode dar entrevistas públicas —só falar no plenário da Câmara dos Deputados, onde tem imunidade parlamentar. Na saída da reunião, ao ser abordado pela imprensa, ele citou a ordem e disse que não podia responder às perguntas. “Se não eu complico a minha vida, tá bom?”, se queixou.

Após insistência, disse, rapidamente qual havia sido o objetivo do encontro com o ministro de Lula, principal responsável pela interlocução entre o Planalto e o Congresso.

É um encontro em que a gente está tentando mostrar uma diplomacia, ter respeito entre os Poderes, fazer com que a gente consiga trabalhar. Era essa a intenção de falar com o ministro Padilha, afirmou o deputado Zé Trovão

Ex-caminhoneiro e apoiador ferrenho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Zé Trovão foi preso em setembro de 2021 por incentivar atos golpistas no Sete de Setembro e pedir o fechamento do STF. Ele chegou a fugir para o México, até se entregar à Polícia Federal em outubro daquele ano.


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