A Polícia Federal deflagrou nesta manhã (9) a terceira fase da Operação Ptolomeu contra corrupção e lavagem de dinheiro na cúpula do governo do Acre. O governador Gladson Cameli (PP) e familiares são alvos.
O que aconteceu:
A PF cumpre hoje 89 mandados de busca e apreensão em seis estados e no Distrito Federal. São 300 agentes nas ruas do Acre, Piauí, Goiás, Paraná, Amazonas e Rondônia, além do DF.
Entre os investigados estão o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), seu irmão Gledson Cameli e o pai Eladio Cameli.
Também são alvos 34 agentes públicos e empresários, diz a PF.
Cameli teve bens bloqueados e será obrigado a entregar o passaporte à Justiça em 24 horas. São alvos da medida veículos, aeronave e imóveis avaliados em R$ 10 milhões.
O STJ autorizou a indisponibilidade de cerca de R$ 120 milhões dos investigados por meio do bloqueio de contas e sequestro de aeronaves, casa e apartamentos de luxo.
Além disso, 15 empresas investigadas tiveram suas atividades econômicas suspensas.
A nova fase da operação tem como objetivo ressarcir parte dos valores desviados dos cofres públicos, segundo a PF. O STJ também determinou outras medidas cautelares, como a suspensão do exercício da função pública, a proibição de acesso a órgãos públicos e o impedimento de contato entre os investigados.
A Operação Ptolomeu começou em 2021 após a PF identificar uma organização criminosa, controlada por políticos e empresários ligados ao governo do Acre, que desviava recursos públicos e lavava dinheiro para ocultar sua origem e destino.
Também participam da operação de hoje a CGU (Controladoria Geral da União) e da Receita Federal.

