A ex-BBB Ana Paula Renault comentou, durante o UOL News, que aguarda o processo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) após a discussão deles no avião sobre uma fala transfóbica do parlamentar.

Quero que esse processo ridículo chegue até nós. Ele falou que desde sexta-feira (10) o advogado dele está trabalhando incessantemente.

“Não sei que advogado é esse que demora quatro ou cinco dias para fazer uma peça, deve estar sendo difícil de ser construída. Quero que esse processo chegue até mim, que ele cumpra com o que fala. As provas nós temos e estou coberta pela lei”.

Ana Paula Renault promete apoio jurídico a quem questionar Nikolas Ferreira sobre falas transfóbicas.

Ana Paula também contou que dará apoio jurídico a quem for ameaçado por Nikolas ao perguntar sobre as falas transfóbicas.

Cidadão comum: “se vê-lo na rua, o questione. Se ele te processar, tenha certeza que eu o apoiarei juridicamente, financeiramente ou do jeito que eu puder”.

Ao programa Tá na Roda, da Jovem Pan News, Nikolas falou que o processo contra a ex-BBB “está no forno”.

O deputado também alegou que Ana Paula o teria seguido pelo aeroporto e o “xingou de tudo quanto é nome”.

Na entrevista, Nikolas afirmou que sua fala sobre mulheres trans “não teve repercussão negativa”: “Ganhei 350 mil seguidores”.

Ana Paula respondeu pelo Twitter e perguntou se ele iria processar também o STF e o MPF: “Vai ser bonito demais poder te expor novamente, chupetinha!”.

“Vai ser bonito demais poder te expor novamente, chupetinha!!!”

No Dia da Mulher (8), o deputado colocou uma peruca loira e zombou, no plenário da Câmara, que se “sente mulher”, se chama Nicole e “tem lugar de fala”.

Nikolas ainda falou que mulheres trans ameaçam as mulheres cis: “As mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres. Para vocês terem ideia do perigo que é isso, eles estão querendo colocar a imposição de uma realidade que não é a realidade.”

O MPF acionou a Câmara para que o discurso transfóbico de Nikolas seja apurado. Entidades LGBT+ enviaram notícias-crime ao STF sobre o caso.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), repudiou as falas do deputado e prestou solidariedade a “todas e todos que se sentiram ofendidas e ofendidos”.

A transfobia foi equiparada ao crime de racismo, e passou a ser tratada como crime hediondo pelo STF em 2019.


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