Cerca de 60 motoristas da Saritur fizeram, da madrugada até a manhã desta segunda-feira (17), nova paralisação em frente à garagem da empresa em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Essa é a segunda greve do ano. Pouco mais de 40 dias após cruzarem os braços pela primeira vez, em Contagem, os trabalhadores resolveram protestar novamente.

O movimento deve alterar, pelo menos, 80% dos horários normais dos coletivos, segundo os motoristas. A Polícia Militar (PM) foi chamada, mas o movimento foi pacífico.

As reivindicações:

Pagamento de salários atrasados (parcelamento em até 4 vezes);

Depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);

Pagamento das horas extras;

Implantação de banheiros nos pontos finais;

Reclamação das péssimas condições dos veículos, que torna as viagens totalmente inseguras.

A empresa Coordenadas, que administra as linhas envolvidas na greve, informou “que estará sempre aberta ao diálogo com seus profissionais com transparência e serenidade, objetivando sempre o bem comum para todos, respeitando os princípios da lei e legalidade”.

As viagens foram normalizadas pela manhã.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) lamenta a paralisação de alguns profissionais no início das atividades da empresa Coordenadas, no bairro Florença em Ribeirão das Neves, na madrugada desta segunda-feira e informa que não há motivos para essa greve, pois os pagamentos de salários e benefícios, como plano de saúde e alimentação, estão em dia.

O movimento surgiu com a publicação no sábado de manhã, de um áudio e vídeo, anunciando a greve, por uma pessoa que não é sindicalista, mas objetiva projeção política para se tornar candidato e que dessa forma tem conturbado o ambiente de trabalho em algumas empresas.

As operações da empresa já foram normalizadas.”

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) esclarece que está ciente da situação e já tomou providências, tanto do ponto de vista operacional, visando restabelecer a operação, quanto em âmbito administrativo, com notificação às concessionárias para esclarecimentos mais detalhados acerca do ocorrido e exigência de ações concretas no sentido de solucionar o problema, para não prejudicar os usuários.”


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