Cinco suspeitos de participar dos atos golpistas no dia 8 de janeiro deste ano em Brasília (DF) foram presos pela Polícia Federal (PF), nesta terça-feira (18), em Minas Gerais, durante a 10ª fase da “Operação Lesa Pátria”.

São eles:

Dalila Gonçalves de Carvalho, em Betim, Região Metropolitana
Sara Sany Silva e Pinto, em Sete Lagoas, Região Central
Sílvio de Melo Rocha, em Monte Azul, Região Norte
Aline Leal Bastos Morais de Barros, em Montes Claros, Região Norte
Marco Túlio Rios Carvalho, em São João Del Rei, Região do Campos das Vertentes (que já estava em prisão preventiva)

Um sexto suspeito é procurado em Uberlândia, na Região do Triângulo. Os policiais também cumprem dez mandados de busca e apreensão no estado.

A ação policial tenta identificar os envolvidos nos atos que depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Além de Minas, os mandados também são cumpridos no Distrito Federal e em mais seis estados: Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.

Ao todo, segundo a PF, são 22 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva. Os nomes de todo alvos não foram divulgados até a última atualização desta reportagem.

O que dizem as defesas

Leia a íntegra da nota:

“A defesa de ALINE LEAL BASTOS MORAIS DE BARROS recebeu com surpresa as medidas decretadas pelo Excelentíssimo Senhor Ministro Relator, Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal, determinando a realização de busca e apreensão na sua residência, bem como a expedição do decreto de prisão preventiva em seu desfavor; 2. A defesa esclarece que ALINE LEAL BASTOS MORAIS DE BARROS não participou do acampamento em frente ao Quartel do Exército em Brasília, não esteve na praça dos Três Poderes e não adentrou nenhum dos prédios da Esplanada dos Ministérios, de modo que não possui qualquer vínculo com os atos criminosos de destruição do patrimônio público na capital federal. 3. Inexistem elementos concretos que vinculem ALINE BASTOS às atividades criminosas produzidas por uma minoria que se encontrava em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023. Inexistem, também, elementos que indiquem a possibilidade de prática de qualquer espécie de infração penal suficiente para autorizar a prisão processual. 4. Aline bastos é primária, tem endereço certo, não possui qualquer traço de periculosidade, é mãe de dois filhos que dependem dos seus cuidados, razão pela qual a defesa protocolizará pedido de revogação da prisão preventiva. 5. A defesa está convencida de que as investigações haverão de separar o joio do trigo, divisando os cidadãos de boa-fé que exerceram o direito de manifestação dentro dos estritos limites do Estado Democrático de Direito daqueles que cometeram atos ilícitos e que deverão receber as necessárias punições judiciais.”

A nova fase acontece no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, em plenário virtual, 100 denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra suspeitos de participação nos atos.

Esses 100 denunciados fazem parte do grupo de 294 suspeitos que permanecem em prisão preventiva. O julgamento vai até a próxima segunda-feira (24), e define se essas pessoas se tornam réus por crimes ligados aos atos golpistas.

Primeiro a votar, o ministro relator Alexandre de Moraes defendeu que todos esses 100 se tornem réus. O julgamento terá apenas 10 votos, em razão da aposentadoria do ministro Ricardo Lewandowski no início de abril.


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