O ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Gonçalves Dias, apresentou um atestado e faltou hoje à audiência marcada na Comissão de Segurança Pública da Câmara.

A sessão estava marcada para as 14h. A participação dele na sessão havia sido acordada, por meio de convite, pelas lideranças do colegiado. O atestado foi apresentado após em imagens de câmeras de segurança do Palácio do Planalto mostrartem o general orientando bolsonaristas durante os atos golpistas de 8 de janeiro — o vídeo foi revelado hoje pela CNN.

Houve um acordo com as bancadas de aprovar ainda nesta tarde uma convocação do ministro,segundo o presidente da comissão, deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS). A expectativa é que seja na próxima quarta-feira (26). A data, no entanto, será marcada durante a sessão de hoje. O GSI afirmou que o ministro se coloca à disposição para agendamentos futuros.

O atestado informa um “quadro clínico agudo, com necessidade de medicação e observação” — o documento foi assinado pelo médico João Luiz Henrique da Silveira. Não houve maiores detalhes sobre o estado de saúde dele.

Olhando o vídeo está muito claro a contribuição ilegítima do ministro chefe do GSI para com esses criminosos. Porque esses que invadiram ali, vândalos, são criminosos. Deveriam ser tratados como vândalos criminosos, não foram tratados. Foram tratados, diria até, com um certo assessorameno.”

“Aquelas imagens, falam por si só. Todos que assistiram aquele vídeo veem nitidamente, flagrantemente uma ação de assessoramento dele para com aqueles que invadiram o Palácio do Planalto lá no dia 8 de janeiro.

Como ministro chefe do GSI, como homem de confiança do presidente Lula, essas ações todas que ele estava fazendo eram de conhecimento do presidente da República ou não? Essa é a pergunta que está no ar.”

“Uma renúncia neste momento seria quase uma confissão de culpa. Se ele renunciar, fugir do fronte neste momento seria, na minha visão, não quero fazer juízo de valor antecipado, mas na minha visão ele estará atestando culpa se ele renunciar”, disse Ubiratan Sanderson, presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara.


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