Um grupo de deputados federais vai protocolar na PGR (Procuradoria-Geral da República) um pedido de prisão preventiva do general Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República).

O pedido se baseia na “possibilidade de dissolução de provas” e de “ameaça de testemunhas” por parte do ex-ministro, que se demitiu hoje após a repercussão negativa de imagens do Palácio do Planalto em 8 de janeiro.

O requerimento de prisão preventiva será encaminhado ao Procurador-Geral de República. Não foi informado, contudo, quando isso ocorrerá.

A informação foi dada pelo deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), que é presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.

Ontem, Gonçalves Dias era esperado na Comissão presidida por Sanderson, mas informou estar afastado por atestado médico e não compareceu. Por isso, ele foi convocado para a próxima sessão, na quarta-feira que vem (26).

O ex-ministro-chefe do GSI pediu demissão após imagens de câmeras de segurança do Palácio do Planalto mostrarem o general orientando bolsonaristas na invasão de 8 de janeiro. O número dois do Ministério da Justiça, Ricardo Capelli, assumirá interinamente.


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