O relatório da nova regra fiscal será apresentado nesta segunda-feira (15) aos líderes da Câmara dos Deputados. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convocou os o relator do projeto, Cláudio Cajado, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, além do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entre outros líderes, para fechar o texto.

A proposta altera regras para o crescimento das despesas federais, e amplia a margem de gastos do governo. A votação do texto deve ser o primeiro grande teste para a base de apoio no Congresso

O Partido dos Trabalhadores (PT) resiste aos mecanismos para apertar os cintos caso os gastos públicos aumentem, como a suspensão do reajuste de servidores e novos concursos. Mas depois de um puxão de orelhas do presidente Lula, a bancada definiu que o projeto que for ao plenário será votado, sem apresentação de emendas, ou seja, tentativas de mudança.

A expectativa é que o projeto seja votado na quarta-feira.

Outra preocupação aqui do Palácio do Planalto é a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A oposição promete finalizar as indicações para a comissão nesta semana. Dos 27 integrantes, 18 são contrários às invasões de terras.

O comando dos trabalhos tem tudo para ser oposicionista. O relator deve ser o ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro, Ricardo Salles. Além disso, a presidência deve ficar com o deputado Coronel Luciano Zucco.

Os governistas ainda não indicaram ninguém. A intenção é assegurar ao máximo o início da investigação sobre as fontes de financiamento do MST.


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