Pelo menos 80% das amostras que chegam à Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, para constatar febre maculosa são de Minas Gerais, segundo divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde.
So entre os dias 1º e 19 de junho, a Funed, que é o laboratório referência em todo país para esse tipo de análise, recebeu 160 amostras com suspeita da doença. Desses, 80% são de Minas e outras 20% são dos estados do Ceará, Goiás, Pernambuco, Rio de Janeiro e Tocantins, além do Distrito Federal.
A Funed afirmou que esse aumento se deu pela maior sensibilidade dos profissionais de saúde quanto aos sintomas e histórico de locais por onde o paciente esteve.
Minas Gerais registrou duas mortes por febre maculosa este ano. Os óbitos foram na cidade de Manhuaçu, na Região da Zona da Mata.
Sem casos em Belo Horizonte
Desde 2022, não foi registrado nenhum caso de febre maculosa em Belo Horizonte. O número de capivaras na Lagoa da Pampulha caiu de 56 para 12, em cerca de cinco anos – uma queda de 78,5%.
Segundo a prefeitura, a medida ajudou a controlar a infecção de febre maculosa na cidade, já que o animal é um dos hospedeiros primários do carrapato que é o vetor da doença.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a castração dos animais começou em 2017 com objetivo de controlar a população na área.
A medida aconteceu um ano depois da morte de um menino de 10 anos que contraiu a doença depois de passear no Parque Ecológico da Pampulha.
O município explicou ainda que a queda no número de capivaras se deu, também, por morte natural, disputas por território com outros animais da mesma espécie ou ataques de jacarés, comuns na orla da lagoa.
“Uma vez que a Lagoa da Pampulha é um ambiente relativamente isolado pela urbanização ao redor, outras capivaras não chegaram ao local e a população se manteve estável, sem reprodução e diminuindo naturalmente, como era esperado”, disse o município por nota.

