O jurista e professor da FGV Direito Rio Wallace Corbo avaliou que Jair Bolsonaro “gera constrangimento” aos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao esperar por um pedido de vista no julgamento que pode torná-lo inelegível.
“Na medida em que Bolsonaro começa a colocar na imprensa que espera um pedido de vista, isso gera um certo constrangimento para qualquer ministro pelo uso estratégico e político de algo que deveria servir simplesmente para entender melhor o processo”, disse Wallace Corbo, jurista e professor da FGV Direito Rio.
Em participação no UOL News, Corbo explicou que, mesmo havendo um pedido de vista, ele não teria efeito prático. A provável decisão dos ministros do TSE sobre a inelegibilidade de Bolsonaro dificilmente será mudada; ela apenas seria adiada, como avaliou o professor.
“Um eventual pedido obstrutivo ganha um, dois, talvez três meses ao Bolsonaro, mas não tende a alterar substancialmente o placar. Não sabemos os eventos políticos que podem suceder ao longo de três meses, mas dependendo de quão avançado estiver o julgamento é muito difícil que o pedido de vista consiga alterar o resultado”, declarou Wallace Corbo, jurista e professor da FGV Direito Rio.
Josias: Raul Araújo e Kassio Nunes terão que equilibrar bolsonarismo e o mínimo de compostura no TSE
Ao projetar o segundo dia do julgamento de Jair Bolsonaro no TSE, Josias de Souza chamou a atenção para a atuação de Raul Araújo e Kassio Nunes Marques. O colunista destacou que ambos correm o risco de passar vexame caso um deles faça um pedido de vista, que seria inócuo ao não evitar a inelegibilidade de Bolsonaro.
Os holofotes estão voltados para dois ministros: Raul Araújo e Kassio Nunes Marques. Eles vão ao plenário com o desafio de conciliar duas exigências conflitantes: ser bolsonaristas e manter o mínimo de compostura. Se um deles levar à bancada o pedido obstrutivo encomendado pelo Bolsonaro, praticará um agachamento diante das lentes da TV Justiça. Josias de Souza, colunista do UOL.

