A Polícia Federal solicitou na tarde de hoje acesso às imagens das agressões sofridas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes no aeroporto de Roma, na Itália. O pedido foi feito por meio da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), segundo apurou UOL.
O que aconteceu
Mais cedo, a PF pediu que o aeroporto preservasse as imagens. Agora, com o objetivo de obter as gravações, a Polícia Federal usa as frentes de cooperação policial internacional, pela Interpol, e também acionou o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional) para cooperação jurídica.
Em depoimento à PF no domingo, um dos três suspeitos negou ter atacado Moraes. Alex Zanatta Bignotto, de 27 anos, disse que não promoveu atos de hostilidade contra o ministro e a família dele no aeroporto. “Ele nega que tenha feito qualquer ofensa a qualquer ministro ou familiar”, afirmou o advogado dele, Ralph Tortima Filho.
Em relação à agressão sofrida pelo filho de Moraes, a defesa de Bignotto afirma que ele não estava próximo no momento em que Roberto Mantovani Filho teria desferido um tapa no rosto do rapaz. “Ele não estava perto no momento da agressão e não viu. Eles não estavam a todo instante juntos”, diz Tortima Filho.
Bignotto prestou depoimento à PF de Piracicaba, no interior de São Paulo, na manhã de ontem. A oitiva dos outros dois suspeitos está prevista para a terça-feira (18), de acordo com o advogado de defesa.
Relembre o ataque
Moraes foi hostilizado por três brasileiros no Aeroporto Internacional de Roma. Ataques ocorreram por volta das 18h45 da sexta-feira (horário local, 13h45 em Brasília). A informação foi confirmada por interlocutores da PF e do Ministério da Justiça.
O ministro foi chamado de “bandido, comunista e comprado“, conforme a investigação. As palavras teriam vindo de Andréia Mantovani, mulher de Roberto Mantovani Filho. Advogados criminalistas afirmaram ao UOL que os brasileiros podem responder por crimes de injúria e agressão.
O filho de Moraes chegou a ser agredido fisicamente, segundo a PF. As agressões teriam partido de Mantovani Filho, empresário que foi já candidato a prefeito em Santa Bárbara d’Oeste (SP).
O ministro estava na Itália para uma palestra. Moraes viajou com a família para participar do Fórum Internacional de Direito. Procurado, o STF informou que não se manifestaria sobre o caso.

