Queijo Cabacinha passa a ser patrimônio cultural e imaterial de Minas

Delícias da Roça / Divulgação

Os produtores do Queijo Cabacinha, tradicional no Vale do Jequitinhonha, comemoram a lei sancionada pelo governador Romeu Zema, no início deste mês, que considera a iguaria patrimônio cultural e imaterial mineiro. De acordo com levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), 160 famílias produzem o alimento em sete municípios da região. O produto recebe esse nome devido ao formato, semelhante a uma cabaça, denominação popular para o fruto milenar muito utilizado em artesanatos.

O Cabacinha é reconhecido pelo Estado desde 2014, quando foi publicada a primeira portaria de identificação do Vale do Jequitinhonha como tradicionalmente produtora deste queijo. Sua produção nesta região remete a meados do século 20 e a origem cultural ainda é estudada”, explica a assessora técnica da Diretoria de Agroindústria e Cooperativismo da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Viviane Neri.

Reconhecimento

eapa / Divulgação

O reconhecimento de variedades dos queijos artesanais e de caracterização das regiões produtoras, em Minas, é prerrogativa do Estado. Essas ações seguem um protocolo executado pela Seapa e suas vinculadas, a Emater-MG, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Desde 2021, a Epamig coordena pesquisas, em parceria com as universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e de São João del-Rei (UFSJ), que irão subsidiar a caracterização do Queijo Cabacinha. Também são de competência da empresa estudos sobre o consumo seguro desses produtos.

No momento, esses trabalhos científicos se encontram em fase de acompanhamento dos processos de fabricação, análises sensoriais e entrevistas com mestres queijeiros e comerciantes. Além disso, técnicos da Emater-MG estão sendo treinados por pesquisadores da Epamig para coletas de amostras da água, do soro-fermento, da massa fermentada e massa filada e do queijo, a partir do mês de agosto, em 30 queijarias.

“Existem produtores com queijarias bem avançadas em infraestrutura para a garantia da qualidade, atendendo já às boas práticas de fabricação, e produtores que ainda têm uma infraestrutura mais simples. Mas a gente acredita que isso é parecido com o que aconteceu nas outras regiões que passaram pelo processo de caracterização e regulamentação e que todos eles, independente da estrutura física, têm um domínio muito grande dos fatores de produção”, relatou o pesquisador da Epamig e coordenador do projeto, Daniel Arantes.

Após a publicação do estudo que, entre outros pontos, elucidará dúvidas sobre o modo de fazer tradicional da iguaria, o IMA irá elaborar o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Queijo Cabacinha. Esse documento fixa a identidade e os requisitos mínimos de qualidade que o produto deve cumprir.

Modo de fazer – O Queijo Cabacinha é produzido exclusivamente com leite cru de vaca. A coagulação ocorre por geleificação, por meio da adição de soro fermentado e coalho ou coagulante, resultando em alterações na estrutura da caseína, uma proteína de alto valor biológico presente no leite. Nesse estágio, o produto se transforma em uma coalhada.

As etapas seguintes envolvem a mexedura e o aquecimento. A coalhada é dividida em massas menores usando pás, o que intensifica a liberação do soro, reduzindo o volume dos grãos e aumentando sua densidade.

Obtido o ponto da massa, inicia-se o processo de fermentação, que dura de 12 a 24 horas. Após completar esse processo, o queijo é moldado manualmente, com a imersão em água quente. Por fim, o produto passa por um período de maturação, no qual é pendurado para secar.

Café do Serrado Mineiro vai ter rota turística

O turismo vai criando várias atrações para o turistas, com rotas de queijos, azeite, religioso, montanhas, cachaça e café. A qualidade do produto e as características únicas da sua produção garantiram ao Café do Cerrado Mineiro a primeira indicação Geográfica de uma região cafeeira no país. Em 2005 teve reconhecida a Indicação de Procedência e, em 2013, conquistou a Denominação de Origem. Agora, a região que reúne 55 municípios caminha para ter seu roteiro turístico ligado à cafeicultura, trabalho que tem o apoio do Sebrae Minas Gerais. A formatação do roteiro se encontra em estágio inicial.

É uma região que, em 50 anos, conseguiu se estabelecer como referência de qualidade, de tecnologia, de sustentabilidade. E essa larga oferta de produtos tão especiais sempre chamou atenção do mundo todo, contribuindo para o posicionamento do Brasil enquanto produtor de cafés especiais.

Em 2022, a Região do Cerrado Mineiro completou 50 anos, uma história que começou na década de 1970, com a chegada de cafeicultores de outras regiões do país. Hoje, o território conta com 4.500 cafeicultores distribuídos por 55 municípios. A região possui uma área de produção de 255 mil hectares e é responsável por 12,7% da produção brasileira de café e 25,4% da produção mineira.

Essa trajetória do Café do Cerrado Mineiro está motivando a estruturação de uma rota que valorize ainda mais os produtores e o produto. “Vai possibilitar o acesso a essa riqueza a todas as pessoas que estão envolvidas com a cadeia de valor do café, bem como que toda a comunidade possa fazer parte e se conectar com essa riqueza que vai muito além de uma bebida maravilhosa”, acrescenta Marcos.
O município que integra a rota do café nessa primeira fase de estruturação e validação é Patrocínio, onde encontra-se a sede da Federação dos Cafeicultores do Cerrado e que hoje é o maior produtor de café do país.

Circuito Litoral Norte participa de calendário de eventos

Com o objetivo de fomentar o turismo regional nas cinco cidades integrantes durante o ano inteiro, o Circuito Litoral Norte segue reforçando sua participação em feiras e eventos e anuncia a previsão do calendário do segundo semestre de 2023.

Praia da Vila de Picinguaba, em Ubatuba

Para os próximos meses, a expectativa é de focar nas experiências que podem ser encontradas em Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, apresentando atrativos e fornecedores do destino para agentes de viagens, operadores e consumidor final.

O consórcio turístico e municípios estão com a participação prevista em importantes eventos do setor como: Expo Fórum Visite SP, em julho, AVIRRP e Festa do Peão de Barretos em agosto; Equipotel, São Paulo Boat Show e Abav Expo em setembro; Abeta Summit e Mesa SP, em outubro; e Festuris Gramado, em novembro.

Sempre em parceria com a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado e a Embratur, o Circuito Litoral Norte de São Paulo aproveita o amplo calendário para promover e divulgar os produtos integrados consolidados na Região Turística, que compõem roteiros de ecoturismo, turismo náutico, avistamento de cetáceos, história, cultura, turismo de base comunitária, gastronomia, avistamento de aves e outras experiências (que podem ser acessadas em circuitolitoralnorte.tur.br/experiencias) e também os fornecedores do trade regional que estão cada vez mais qualificados e capacitados para atender essa demanda nacional e, em um segundo momento, internacional (disponíveis para contato direto em circuitolitoralnorte.tur.br/guiageral).

Além disso, a presença nas principais feiras do segmento no Brasil possibilita que o consórcio e municípios siga desenvolvendo seu plano de fomento ao turismo regional, ampliando ainda mais o posicionamento estratégico do Litoral Norte no mercado nacional e internacional, com o objetivo de aumentar o fluxo de turistas, quebrar a sazonalidade e, consequentemente, impulsionar o desenvolvimento econômiconascincocidades.

“A participação do Circuito Litoral Norte em importantes eventos do setor é fundamental para divulgação dos cinco municípios de forma integrada, atingindo novos polos emissores de turistas, fortalecendo o turismo na região”, ressalta o presidente do consórcio turístico, Caio Matheus.

Sobre o Circuito Litoral Norte – O Consórcio Intermunicipal Turístico Circuito Litoral Norte de São Paulo vem se consolidando como referência neste segmento para o Estado, apresentando uma gestão integrada e focada no desenvolvimento conjunto das cidades participantes (Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba).

O Circuito soma atrativos, equipamentos e serviços turísticos das cinco cidades integrantes, com o objetivo de enriquecer a oferta turística, ampliar as opções de visita e a satisfação do turista, com consequente aumento do fluxo e da permanência dos visitantes na região do Litoral Norte de São Paulo, assim como a geração de trabalho, renda e qualidade de vida. informações: www.circuitolitoralnorte.tur.br.

Lovin’ Wine comemora seu 3º aniversário

A Lovin’ Wine, maior startup de vinhos em lata do Brasil, irá celebrar seu terceiro aniversário no dia 14 de julho. Ao longo desses três anos de operação, a empresa alcançou um crescimento notável, desde sua fundação em 2020, a Lovin’ tem se destacado no mercado, conquistando reconhecimento e estabelecendo-se como uma referência na indústria de vinhos.

O sucesso da marca pode ser atribuído a uma combinação de fatores. De lá pra cá, ela expandiu sua linha de produtos, para incluir uma ampla variedade de rótulos, desde tintos e brancos refrescantes, além de espumantes sofisticados, tudo sob consultoria de uma equipe de enólogos altamente experientes e talentosos, que se dedicam com toda sua paixão e conhecimento.

Os vinhos premium da marca são conhecidos por sua qualidade, refletindo o compromisso contínuo com a excelência. A Lovin’ Wine valoriza os aspectos sustentáveis e se orgulha de utilizar um material 100% reciclável. As latinhas de alumínio são perfeitas para reciclagem, incentivam o consumo consciente e ainda garantem muito mais praticidade. Vale ressaltar que, pela primeira vez na história, o país reciclou a mesma quantidade de latas de alumínio que produziu no último ano, estabelecendo-se entre os líderes mundiais de reciclagem de latas.

Pioneira no segmento de vinhos em lata no Brasil, a Lovin’ vendeu todo o seu primeiro lote de 15 mil latas em menos de 30 dias. Nos últimos dois anos, a marca conseguiu atrair mais de 300 investidores em menos de 19h por meio de um projeto de captação para startups. Em 2022, com o lançamento de novos itens no portfólio e a abertura de novas redes pelo país, obteve um crescimento de vendas superior a 60% em comparação ao ano anterior.

Um grande avanço para a marca foi a parceria com a Campari no lançamento do kit exclusivo para o preparo do 6º drink mais vendido no mundo, o AperolSpritz. Essa parceria é fundamental na estratégia de crescimento da Lovin’, que pretende mais do que dobrar o volume do negócio em 2023. E não pára por aí: a startup gaúcha anunciou recentemente a assinatura do contrato de fornecimento com o Grupo Pão de Açúcar, uma das maiores redes varejistas do Brasil.

Mais um fato relevante é a mudança na posição de Diretor Presidente, que será implementada a partir de julho de 2023. A transição se dá com a saída do fundador João Paulo Sattamini, que passará a integrar o Conselho Administrativo com seu valioso conhecimento e orientação estratégica. Agora, o posto de CEO passará a ser exercido por Lucas Aguiar, que até então era o Head Comercial da empresa.

O objetivo desta conversão de cargos é reforçar o foco da Lovin’ Wine em iniciativas estratégicas, de expansão e rentabilidade. Neste sentido, Lucas Aguiar tem trajetória na Ambev e experiência em expansão de negócios. “Nos sentimos confiantes de que estamos no caminho certo para maximizar o valor para nossos investidores e capitalizar as oportunidades de mercado que se apresentam. Nossos três primeiros anos foram uma jornada incrível. Estamos entusiasmados com o sucesso que alcançamos e prontos para continuar expandindo nosso alcance, levando a Lovin para todo o Brasil.”, afirma o novo CEO da Lovin’.

Visite o site lovinwine.com.br e as redes sociais @lovin.wine.

Coluna Minas Turismo Gerais

Jornalista Sérgio Moreira @sergiomoreira63

Informações para a coluna enviar para [email protected]