Mesmo sem acessar o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Partido Novo gastou mais que 70% dos partidos somados em Minas Gerais nas eleições do ano passado, conforme levantamento feito pela reportagem na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A despesa total da legenda é de aproximadamente R$ 32 milhões, sendo R$ 17,3 milhões somente na campanha de reeleição do governador Romeu Zema.
O Novo concentra a maior parte dos gastos entre os partidos em Minas Gerais. Depois, aparece o PSD, que financiou a campanha de Alexandre Kalil ao Palácio Tiradentes: cerca de R$ 15 milhões. Ainda estão no top 5 o PT (R$ 14 milhões), o União Brasil (R$ 9,2 milhões) e o Solidariedade (R$ 8,7 milhões).
São 31 legendas incluídas no recorte. Dessas, Podemos, PCO, PMB, Pros e Agir não apresentaram registros de suas contas eleitorais. Já o Progressistas apresentou apenas o total de receita (R$ 635 mil), sem registro de despesa. Na tarde desta segunda-feira (31/7), a reportagem questionou o TSE sobre a ausência desses dados e se sanções podem ser aplicadas contra esses partidos, mas ainda não houve retorno.
Somando os partidos ainda sem registros das contas eleitorais, o Novo gastou mais do que 23 legendas somadas. A principal despesa da sigla de Zema nas eleições foi com pesquisa eleitoral, cerca de R$ 1,2 milhão. O serviço foi prestado pela Pesquisa Viva Voz LTDA, sediada em Belo Horizonte. Depois, aparecem serviços de produção audiovisual para redes sociais (cerca de R$ 1 milhão com o produtor Feliciano Henrique Machado) e aluguel de carros com a Localiza – despesa de aproximadamente R$ 570 mil.

