O Cruzeiro trabalha para seguir a reestruturação das categorias de base, após a grave crise financeira que o clube passou e ainda tenta se recuperar. Entre os pilares está estabelecer um trabalho integrado com o profissional, retomar a revelação de potenciais grandes jogadores e, claro, efetivar vendas que reforcem o caixa do clube.

O Cruzeiro não tinha captação. Agora temos um setor qualificado. Os movimentos feitos do ano passado para cá, a gente está atuando muito na captação de grandes talentos. Existe também o processo de transição, que não é retilíneo. Não acontece do dia para a noite. O que a gente fez para melhorar isso foi aproximar a categoria Sub-20 do profissional. As gestões são as mesmas, têm os mesmos profissionais. A equipe do Sub-20 responde ao departamento profissional. Isso facilita a integração, e esses jogadores participam diariamente dos trabalhos – explica Pedro Martins, diretor executivo de futebol do Cruzeiro.

Nesta parte da integração, o Cruzeiro trouxe para a Toca da Raposa os treinos do Sub-20. Além disso, constantemente, o departamento profissional observa jovens atletas da base em treinos. Com Pepa, o espaço para os garotos tem sido reduzido.

Garotos como o lateral Kaiki, o volante Ian Luccas e os atacantes Robert e Stênio vêm tendo pouco espaço. Outros da base, como os zagueiros Weverton e Ruan Santos, além do atacante Arielson (emprestado ao Polyssia, da Ucrânia) também aguardam chances.

Não dá simplesmente para colocar por colocar, porque acaba prejudicando. Tudo isso está à mesa, está em curso, e eu não tenho dúvida que no médio prazo o Cruzeiro vai voltar a formar atletas. Mas precisamos conter um pouco da ansiedade, porque as coisas não acontecem do dia para a noite – explicou o diretor do Cruzeiro.

Até pelo pouco espaço que tem dado aos jovens, o Cruzeiro tem feito o movimento de emprestar jovens jogadores. Foi assim com Arielson, cedido ao Polyssia, da Ucrânia. Nomes como Weverton e Ian Luccas também ainda poderão ser cedidos a outros clubes.

Pedro Martins explicou os planos para atletas que estão em transição ou prestes a ser promovidos ao profissional. Ele explicou as duas situações sempre estudadas pelo Cruzeiro:

Eles estão sendo vistos, mas estarem prontos faz parte de outro debate. Existem duas formas de você fazer com que os atletas se desenvolvam: trabalhar com eles na Toca 2 e dar oportunidades para melhores; ou emprestá-los para que consigam desenvolver. Jogador também cresce sendo exposto, jogando e passando por algumas etapas até estar pronto para o nível de exigência de Série A.

Reestruturação da base

Segundo o diretor executivo de futebol do Cruzeiro, o Cruzeiro ainda trabalha na parte de reestruturação da infraestrutura do CT destinado à base (Toquinha) e também na formação da equipe de trabalho destinada à formação. Quando a equipe de Ronaldo chegou à base, por exemplo, não havia membros de captação de atletas.

Quando chegamos, e eu já falei isso, as categorias de base estavam com um cenário complicado. Em termo de infraestrutura, a Toca 1 estava distante do que a gente vê no Brasil. Há clubes muito à frente do Cruzeiro. Condições oferecidas para o desenvolvimento técnico, tático e humano. A gente via necessidade de melhoria. Hoje, o clube atua muito nisso. Focamos em oferecer mais qualidade de serviço do que querer ter muito jogador. Não sabemos trabalhar assim.

GE


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