O ex-deputado Daniel Silveira foi indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal por suspeita de romper a tornozeleira eletrônica por desconfiar que ela tivesse uma escuta. O fato aconteceu em 2022. O ex-parlamentar está preso no Rio de Janeiro desde fevereiro deste ano.

A investigação contra Silveira ocorreu após denúncia policial comunicando que o aparelho tinha sido rompido, no final de 2022

O aparelho foi examinado pelos peritos, que descartaram a possibilidade de que qualquer escuta tenha sido colocada na tornozeleira, informou a Polícia Civil em nota.

Daniel Silveira foi indiciado pelo crime de dano, com pena de um a seis meses.

O advogado atual de Daniel Silveira, Paulo Faria, afirmou que não pode se pronunciar por não ter acesso à decisão, que, segundo ele, foi vazada e não protocolada ao sistema do STF.

Em nota, o advogado de Silveira à época dos fatos afirmou que a violação não ocorreu. Ele disse, ainda, que a defesa pediu a retirada e perícia da tornozeleira quando ele foi reconduzido à prisão.

“O ex-deputado é ferozmente perseguido por justamente aqueles que deveriam primar pela justa aplicação da lei, mas as usam da forma a satisfazer suas sanhas”, disse Jean Cleber Garcia, advogado de Silveira à época dos fatos.

Daniel Silveira, que já tinha sido preso em 2021 por divulgar vídeos ameaçando ministros do STF, foi condenado um ano depois a oito anos e nove meses de prisão em regime fechado pelo STF pelos crimes de coação no curso do processo e incitação da tentativa de impedir o livre exercício dos poderes. Ele está preso no Rio de Janeiro.


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