O deputado Nilto Tatto (PT-SP) disse que a CPI do MST se encerra sem relatório e resolução.
Em coletiva, o petista falou que a comissão “não apurou nada, como já era previsto, e estamos encerrando sem relatório”. A CPI do MST foi encerrada hoje sem a votação do texto final, elaborado por Ricado Salles (PL-SP). Deputados de oposição tentaram prorrogar a comissão e acusaram o governo federal de interferência nos trabalhos.
Tatto apontou também supostas infrações que teriam sido cometidas por deputados de oposição, como adentrar em barracos, arrombar cadeados e visitar uma terra indígena “sem mandado judicial” ou autorização da população local.
O deputado ainda propôs uma versão alternativa do relatório final, que já estaria com um total de 15 votos favoráveis, o que é mais da metade dos membros da CPI. Na peça, Tatto citou a necessidade da reforma agrária e formalizou as irregularidades que teriam sido cometidas por parlamentares de oposição, algumas já estão sendo investigadas.
A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) disse que a CPI era “um último suspiro da extrema-direita na Câmara dos Deputados”, e que a comissão desmoralizou o presidente da CPI, coronel Zucco (Republicanos-RS), e o relator, deputado Ricardo Salles (PL-SP). Sâmia reforçou que “é crime violência de gênero”, e lembrou que Zucco e Salles são investigados por isso na PGR (Procuradoria-Geral da República) em episódios envolvendo ela.
A parlamentar ainda afirmou que a coletiva de imprensa dada por Zucco mais cedo teve “clima dramático e melancólico, com razão”, e acusou o presidente da comissão de ter disseminado uma mentira quando ele disse que a oposição tinha “número para aprovar o relatório final. Ora, a prerrogativa para convocar a sessão para aprovar o relatório era do presidente. Não tinham votos, porque criaram um relatório mentiroso, absurdo”.

