A cientista política Luciana Santana avaliou que o governo Lula frustra as expectativas de promoção da diversidade e da igualdade de gênero pela forma como conduz as indicações de ministros para o STF (Supremo Tribunal Federal).
O que temos visto, não apenas no desenrolar da escolha do novo ministro do STF, é algo muito contraditório com todo ritual e expectativas criadas em torno do governo Lula. Toda essa movimentação é bastante preocupante para a representação de grupos que precisam de maior visibilidade e representatividade.
Luciana Santana, cientista política
No UOL News, Luciana citou casos de mudanças ministeriais, com a troca de duas mulheres (Ana Moser, do Esporte, e Daniela Carneiro, do Turismo) por dois homens (André Fufuca e Celso Sabino, respectivamente), além da nomeação de Cristiano Zanin ao STF. A cientista política lamentou a prática de Lula, que afirmou não levar em conta gênero e cor como critérios para nova indicação ao Supremo, e a considerou um “retrocesso“.
“Esses perfis precisam de representatividade em todos os espaços institucionais e de poder. Há uma frustração, tendo em vista como está sendo conduzido. Tudo indica que teremos uma baixa representação de mulheres no Judiciário, o que é um grande retrocesso institucional e democrático”, disse Luciana Santana, cientista política.
Ao analisar o discurso de Luís Roberto Barroso em sua posse como presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), a advogada Claudia Luna exaltou a defesa das minorias feita pelo ministro. Ela ressaltou a necessidade de promover a diversidade no STF e no alto escalão do Judiciário para que as palavras de Barroso não fiquem apenas no discurso.
“A perspectiva é criar um Supremo que possa refletir e estar mais sintonizado às realidades e aos contextos que a população vivencia. Ao trazer como componente do seu discurso a representatividade dentro das instituições democráticas, sobretudo do sistema de Justiça, o ministro Barroso sinaliza isso”, declarou Claudia Luna, advogada.

