O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, disse que o governo Lula não precisa indicar à PGR (Procuradoria-Geral da República) um representante para defender o presidente. Ele participou do UOL Entrevista na manhã desta terça-feira (10).
Para Cappelli, o governo Lula “não precisa de blindagem” para eventuais investigações. Ele também ressaltou que esta escolha é uma atribuição exclusiva do presidente, e que cabe a Lula a definição.
“O governo do presidente Lula não precisa de blindagem de nada e nem de ninguém. Todo o aparato de controle e transparência do Estado brasileiro foi construído nos governos do presidente Lula (…) Precisa de blindagem quem faz coisa errada, não é o nosso caso”.
Atualmente, está interinamente à frente da PGR a subprocuradora-geral Elizeta de Paiva Ramos. Lula ainda não escolheu o nome que irá suceder Augusto Aras, que deixou o cargo de procurador-geral da República no último dia 26 de setembro.
Cappelli afirmou que, mesmo adiando o envio de agentes da Força Nacional, foi mantido o apoio do governo federal ao governo do estado. “Ampliando as operações da PRF, são mais de 250 homens ampliando as operações na fronteiras do Rio. Também ampliamos a atuação da Polícia Federal nos Portos e Aeroportos”, disse.
O Ministério da Justiça suspendeu o envio de agentes da Força Nacional ao Rio de Janeiro após um questionamento do MP (Ministério Público) do estado. Na segunda-feira (2), Dino tinha anunciado autorização para o envio de 300 agentes da Força Nacional ao Rio de Janeiro.
“Nós não queremos fazer nada de forma atabalhoada. Não queremos espetáculo, nada pirotécnico. Queremos tudo de forma tranquila, organizada, porque não existe solução mágica”.

