A Sigma Lithium, empresa atuante na extração de lítio no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, recebeu uma carta de intenções do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para erguer sua segunda planta ecoeficiente no estado.

O projeto demandará um investimento de aproximadamente R$ 420 milhões, visando aumentar a produção anual de lítio em 240 mil toneladas, alcançando um total de 510 mil toneladas do mineral.

Prevê-se que a construção da nova planta tenha início até março, após o período de chuvas no Jequitinhonha, sujeito à ratificação pelo Conselho de Administração da empresa.

Ana Cabral, CEO da Sigma e copresidente do Conselho de Administração, destacou: “Com a estrutura de capital proporcionada por esse financiamento do banco de desenvolvimento, a Sigma Lithium tem uma oportunidade única de consolidar sua liderança competitiva na produção sustentável e de baixo custo de concentrado de lítio.”

Todas as licenças ambientais necessárias para a instalação da nova planta já foram obtidas, com aprovação unânime pelo Conselho Estadual de Política Ambiental de Minas Gerais (Copam-MG).

Lítio Sustentável

No ano anterior, a Sigma enviou o primeiro carregamento de lítio verde do mundo para a China. Quinze mil toneladas do mineral, acompanhadas por 16,5 mil toneladas de subprodutos processados, partiram do Porto de Vitória (ES) em direção ao continente asiático.

Na China, o lítio foi refinado em hidróxido de lítio, um componente vital na fabricação de baterias para veículos elétricos, destacando-se pelo seu impacto ambiental reduzido.

A CEO Ana Cabral enfatizou o compromisso da empresa com a sustentabilidade, mencionando a redução a zero de emissões de carbono, resíduos químicos e subprodutos nocivos ao meio ambiente. A planta produtiva adota o método de empilhamento a seco, eliminando a necessidade de barragens de rejeitos.

Além disso, Cabral expressou sua visão compartilhada com o BNDES de que “a liderança competitiva da empresa pode servir como um catalisador para atrair outros players globais na cadeia de suprimentos de baterias para o Brasil.”


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