O Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou mais uma vez a liberação do Coronel Marcelo Casimiro, da Polícia Militar do Distrito Federal, acusado de omissão durante os eventos antidemocráticos de 8 de janeiro. Esta não é a primeira vez que Casimiro é solto; sua liberação inicial ocorreu no final de março, juntamente com outros dois oficiais superiores da PM, após os ataques às sedes dos Três Poderes.
Após uma breve reincidência na prisão, decretada por Moraes devido à não transferência de Casimiro para a reserva, o coronel solicitou aposentadoria no início de abril. Em resposta, seu advogado, Danillo de Oliveira Souza, requisitou sua soltura, que foi concedida pelo STF. Casimiro estava detido desde agosto do ano passado.
Com a soltura, foram impostas condições cautelares severas, incluindo a proibição de deixar o Distrito Federal, recolhimento domiciliar noturno e aos finais de semana, uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, comparecimento semanal ao Juízo, proibição de sair do país com entrega obrigatória dos passaportes, suspensão de todos os documentos de porte de arma, veto ao uso de redes sociais e proibição de comunicação com outros envolvidos no caso.
No momento dos incidentes, Casimiro ocupava o cargo de comandante do 1º Comando de Policiamento Regional da PMDF, encarregado da segurança no centro de Brasília.

