O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, ameaçou atacar Chipre caso uma guerra entre Israel e Líbano estoure. Em um discurso televisionado, Nasrallah advertiu que Chipre seria envolvido no conflito se permitisse o uso de seus aeroportos e bases pelas forças israelenses. Esta é a primeira vez que Nasrallah ameaça diretamente Chipre, membro da União Europeia que realiza exercícios militares conjuntos com Israel desde 2014.
A ameaça surgiu em resposta ao alerta de Israel sobre uma possível “guerra total”, com Nasrallah se gabando das crescentes capacidades do Hezbollah e ameaçando “abalar os pilares” de Israel. As tensões aumentaram desde os ataques do Hamas em outubro e a subsequente campanha militar israelense em Gaza. Recentemente, o Hezbollah exibiu um vídeo de drone mostrando locais civis e militares em Haifa, intensificando ainda mais as hostilidades.
Em resposta, o presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, afirmou que a ilha não está envolvida nos conflitos e que seu papel é reconhecido pela comunidade internacional como parte da solução. O Hezbollah afirmou que o vídeo foi apenas o “primeiro episódio”, sugerindo mais gravações futuras.
Enquanto isso, Israel intensificou sua prontidão militar, aprovando planos operacionais para uma possível ofensiva no Líbano, embora isso não signifique que uma guerra seja iminente. Desde outubro, o Hezbollah lançou mais de 5.000 foguetes, mísseis e drones contra Israel, em solidariedade com o povo palestino. Israel, por sua vez, realizou centenas de ataques no Líbano e evacuou milhares de residentes da fronteira norte.
Os EUA estão buscando uma saída diplomática para evitar uma escalada maior, com o enviado especial Amos Hochstein visitando Israel e Líbano para tentar aliviar as tensões. Na última rodada de hostilidades, o Hezbollah e Israel trocaram tiros transfronteiriços, com o Hezbollah anunciando a morte de quatro combatentes e Israel atacando várias aldeias libanesas.

