Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro adotaram uma estratégia cautelosa antes de iniciar uma ofensiva jurídica contra o ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa do ex-presidente optou por aguardar a possível divulgação de novas informações, mensagens e questionamentos sobre os métodos utilizados por Moraes nas investigações, antes de mover ações que possam atenuar ou anular decisões do ministro.

O objetivo é reunir mais elementos que possam fortalecer a argumentação da defesa, tanto na justiça eleitoral quanto no STF. Enquanto isso, apesar de críticas recorrentes à imprensa, alguns bolsonaristas passaram a enfatizar a credibilidade da reportagem que trouxe à tona as controvérsias envolvendo Moraes e sua equipe.

No campo político, a base de apoio a Bolsonaro já deu início a movimentos mais incisivos, anunciando um pedido de impeachment contra Moraes para setembro. Um evento será organizado para incentivar manifestações populares em favor dessa iniciativa.

Em resposta a essas ações, figuras importantes do Judiciário saíram em defesa de Alexandre de Moraes. O presidente do STF, Roberto Barroso, e o decano da corte, Gilmar Mendes, expressaram apoio ao ministro durante uma sessão plenária nesta quarta-feira. Além deles, o ministro Flávio Dino também endossou publicamente o trabalho de Moraes em um evento fora da corte.


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