Informações de Contato

Belo Horizonte - MG

Atendimento

Os investidores que possuem ações da Cielo, líder no setor de maquininhas no Brasil, estão satisfeitos com o desempenho das ações da empresa neste ano. Com variação positiva de 69,98% no acumulado em 2022 até a última sexta-feira (17), essa era a ação com melhor rentabilidade entre os papéis que compõem o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, com a melhor rentabilidade.

As informações são de um levantamento feito pelo InvestNews com dados do Valor Pro. Já na ponta negativa, as ações de Magazine Luiza (MGLU3) têm o pior desempenho acumulado, caminhando para encerrar o primeiro semestre de 2022 como a maior perda do Ibovespa.

Os investidores que possuem ações da Cielo (CIEL3), líder no setor de maquininhas no Brasil, estão satisfeitos com o desempenho das ações da empresa neste ano. Com variação positiva de 69,98% no acumulado em 2022 até a última sexta-feira (17), essa era a ação com melhor rentabilidade entre os papéis que compõem o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, com a melhor rentabilidade.

As informações são de um levantamento feito pelo InvestNews com dados do Valor Pro. Já na ponta negativa, as ações de Magazine Luiza (MGLU3) têm o pior desempenho acumulado, caminhando para encerrar o primeiro semestre de 2022 como a maior perda do Ibovespa.

As maiores altas: Cielo e Hypera

Analistas da BTG Pactual destacam que o diretor financeiro da Cielo sinalizou que a concorrência havia ajustado os preços mais do que a empresa esperava, o que permitiu acelerar seus próprios esforços de reprecificação em abril.

“Volumes mais fortes do que o esperado, dinâmica de preços mais favorável e recuperação da alavancagem operacional em Cateno nos levam a acreditar que ainda há risco de alta para CIEL3 na mesa, apesar do rali de 66% no acumulado do ano”

Relatório do BTG 

A farmacêutica Hypera (HYPE3) também figura entre os maiores ganhos acumulados do Ibovespa em 2022. A ação registra alta de 35,99%, a segunda maior valorização em 2022. Em 1º de junho, a Hypera registrou a maior cotação desde sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em abril de 2008. A ação encerrou o pregão negociada a R$ 41,76, alta superior a 7%.

A valorização ocorreu após a empresa anunciar que fechou um acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU) relacionado às investigações envolvendo pagamentos irregulares feitos por ex-executivos.

O acordo prevê um pagamento de R$ 110 milhões, mas que será integralmente coberto pelo acionista fundador da empresa João Alves de Queiroz Filho. A Hypera também deverá cumprir com um programa de integridade de 18 meses.

Empresas de energia se destacam

Também entre as melhores ações de 2022 considerando o acumulado do ano, a CPFL (CPFE3), uma das maiores concessionárias de energia elétrica do país, tem alta de 35,77% até agora.

No mesmo setor, as ações da Eletrobras (ELET3, ELET6) também estão entre as mais rentáveis em 2022 até agora, com variação de 30,78% do papel ordinário e 33,51% do preferencial. A alta ganhou força após a aprovação do processo de privatização da companhia. O CEO da Eletrobras, Rodrigo Limp, disse que a empresa entra numa fase nova após a privatização, com um novo modelo de governança.

Lanterninhas

As ações da Magalu (MGLU3) ficaram na última colocação da lista, com o pior desempenho no acumulado de 2022 até agora. O desempenho está negativo em 67,04%.

A empresa de varejo apresentou um prejuízo líquido ajustado de R$ 98,8 milhões no primeiro trimestre de 2022. O resultado reverteu lucro líquido de R$ 81,5 milhões no mesmo período de 2021. O prejuízo, segundo o release de resultados da companhia, foi influenciado principalmente pelo aumento das despesas financeiras no período.

Ex-queridinha dos investidores, a Magalu sofre com o cenário macroeconômico, com inflação e alta de juros, assim como suas principais concorrentes na bolsa, como a Via (VIIA3), dona das Casas Bahia e do Ponto, com retorno negativo de 57,9% no acumulado de 2022, e a Americanas (AMER3), com perdas de 56,2% no ano até agora.

As ações da administradora de programas de fidelidade e plataforma de serviços financeiros Méliuz (CASH3) também figuram entre as piores, com variação negativa de 61,73% neste ano. Em 20 de maio, a Méliuz teve a maior queda do Ibovespa – caiu 5,34%, para R$ 1,95. Na ocasião, a companhia anunciou uma parceria com a fintech de ativos digitais em blockchain Liqi para dar liquidez e expandir o serviço de criptomoedas em sua plataforma.

Setor aéreo

Já empresas aéreas como Embraer (EMBR3), Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4), altamente impactadas desde o início da pandemia de covid-19 e restrições no setor do turismo, seguem sofrendo e aparecem entre as principais baixas do ranking.

O desempenho da Embraer no acumulado do ano está negativo em 53,34%; da Azul, em 41,67%; e da Gol, em 39,99%.

“As empresas do setor aéreo têm seus custos muito atrelados ao petróleo e seus derivados”, diz Leandro Petrokas, diretor de Research e sócio da Quantzed.

O petróleo Brent acumula alta de mais de 40% em 2022, pressionado pelas perspectivas de redução da oferta com as sanções contra a Rússia pela guerra na Ucrânia, entre outros fatores.

 


Paola Tito

editor

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.