Um estudo da Fundação 1º de Maio, ligada ao partido Solidariedade, aponta que a proposta de aumento no número de deputados federais dos atuais 513 para 527 pode resultar na criação de 20 novas vagas em assembleias legislativas estaduais. O levantamento considera o cenário em que nenhum estado perderia representação na Câmara dos Deputados, conforme o acordo defendido pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Motta declarou, no início de fevereiro, que buscaria um consenso com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Senado para redistribuir os assentos na Câmara, ajustando-os às mudanças populacionais reveladas pelo Censo de 2022. O prazo para essa adequação expira em 30 de junho. Segundo a proposta, 14 novos deputados federais seriam acrescentados, sem reduzir as vagas dos estados que perderam população.
O estudo, assinado pelos cientistas políticos Henrique Cardoso Oliveira e Jaime da Silva Matos, indica que sete estados ampliariam suas assembleias legislativas. O Amazonas teria o maior crescimento, de 24 para 30 cadeiras. Santa Catarina e Pará ganhariam quatro deputados estaduais cada, elevando seus totais para 44 e 45, respectivamente. Mato Grosso adicionaria três novas vagas, enquanto Ceará, Goiás e Minas Gerais aumentariam em uma cadeira cada.
Outros cenários analisados incluem a redistribuição das 513 cadeiras atuais, reduzindo os deputados estaduais de 1.059 para 1.055, e um modelo que amplia a Câmara para 527 deputados, mas ajustado ao Censo, resultando em 16 novas vagas estaduais.
Foto: Lula Marques/ Agência Bra

