O advogado Rodrigo Roca deixou a defesa do ex-ministro Anderson Torres no inquérito sobre os atos golpistas de 8 de janeiro.

Roca enviou uma procuração nesse processo passando sua responsabilidade para outro advogado. O novo profissional indicado por ele no documento foi Eumar Roberto Novacki, ex-chefe da Casa Civil de Ibaneis Rocha (MDB).

A advogada Laura Tirelli, que defendia Torres ao lado de Roca, também não vai mais defender o ex-ministro. A procuração enviada também foi assinada por ela.

Advogado era contra delação de Torres

Conhecido por já ter defendido o senador Flávio Bolsonaro (PL), Roca afirmou em janeiro que o ex-ministro não faria delação premiada.

“Não há a menor possibilidade de delação premiada pelo fato de que não há o que ser delatado”, disse o advogado.

Como consiste a delação premiada?

Ela consiste em colher depoimentos sigilosos e informações úteis por meio da colaboração de criminosos e investigados em um crime.

O objetivo é solucionar ou esclarecer com essas informações os fatos apurados pelas autoridades.

Entre os benefícios para quem faz a delação estão: concessão de penas menores para o crime, reversão de regime fechado para o aberto e, a depender da situação, até mesmo um perdão judicial.

Para isso, no entanto, é necessário ser réu primário. Ou seja, não ter sido condenado anteriormente.


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