Durante audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes repreendeu o advogado Jeffrey Chiquini, defensor do ex-assessor presidencial Filipe Martins e do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo. Ambos são réus em ações penais referentes à tentativa de golpe de Estado investigada pela Corte.
Chiquini fez questionamentos no início da sessão, antes do depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, que seria ouvido como informante por ter assinado acordo de colaboração premiada. O advogado alegou que o volume de material disponibilizado à defesa havia sido extenso e recente, o que impossibilitaria sua análise completa a tempo da audiência.
Ao tentar interromper a explicação do ministro sobre a pertinência do depoimento de Cid, Chiquini foi repreendido. “Enquanto eu falo, o senhor fica quieto. Não vamos tumultuar, doutor”, afirmou Moraes.
Mais adiante, ao ouvir críticas do advogado sobre a inclusão de Filipe Martins em núcleos diferentes da denúncia, o ministro reagiu com ironia: “O senhor deveria ter prestado concurso para o Ministério Público”.
E completou: “Não é o senhor que vai ditar se a PGR deve denunciar seu cliente no núcleo um, dois ou três”.
A sessão prosseguiu com a oitiva de Mauro Cid.
Foto: Gustavo Moreno/STF

