Parlamentares bolsonaristas reagiram com críticas à operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira (18), que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluiu mandados de busca e apreensão na residência de Bolsonaro, em Brasília, e na sede do Partido Liberal. Como resultado, o ex-presidente passou a ser submetido a medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acessar redes sociais.

A operação gerou forte repercussão entre aliados do ex-presidente. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, afirmou na rede X que “colocaram tornozeleira eletrônica em Bolsonaro, mas não há crime, não há condenação, não há prova”. E completou: “Só há um delito: enfrentar o sistema”, classificando a medida como uma tentativa de silenciar quem, segundo ele, representa milhões de brasileiros.

O senador Jorge Seif (PL-SC) disse que a operação foi “motivada por uma ação do PT” e conduzida sob relatoria de Moraes, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. “Quando Trump afirma que o regime instalado no Brasil persegue Bolsonaro, não exagera”, afirmou.

A deputada Caroline de Toni (PL-SC) considerou a ação “inacreditável” e a relacionou a declarações recentes de Donald Trump. Já a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) sugeriu que o episódio foi uma resposta direta ao discurso do presidente Lula, afirmando que “coincidentemente, mais uma demonstração de força contra o líder da oposição”.

Foto: Reprodução TV GLOBO

 

 

 

 

 

 


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