A Agência Nacional de Vigilância Sanitária vive um processo de reorganização interna com o objetivo de reduzir filas de análises e dar mais espaço a inovações desenvolvidas no Brasil. Em agosto de 2025, o Senado aprovou três nomes para a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, entre eles o economista Leandro Safatle, que assumiu a presidência após o término do mandato de Antônio Barra Torres.
Safatle chegou ao comando da agência em um cenário de rápidas transformações no campo sanitário. O avanço acelerado de pesquisas e tecnologias em saúde contrasta, segundo ele, com a lentidão histórica dos processos regulatórios. A proposta da nova gestão é enfrentar esse descompasso, tornando as análises mais ágeis sem abrir mão da segurança.
Em entrevista, o diretor-presidente destacou a importância de valorizar soluções nacionais, especialmente aquelas voltadas ao Sistema Único de Saúde. “ainda recebemos muita inovação de fora, mas agora estamos lidando com inovação feita no país”, afirmou, ao defender maior protagonismo da produção científica e tecnológica brasileira.
Safatle também comentou a criação do Comitê de Inovação da Anvisa, voltado a temas considerados estratégicos para a agência. Além disso, mencionou um processo interno de reorganização para otimizar as filas de análise e reduzir gargalos. Segundo ele, a meta é fortalecer a Anvisa como autoridade sanitária de referência não apenas no Brasil, mas também nas Américas e no cenário internacional.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

