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O procurador-geral da República, Augusto Aras , disse nesta segunda-feira (1) que “está atento a qualquer risco” no 7 de Setembro e também durante as eleições, “atuando na defesa da democracia e das instituições”.

“Neste ano, temos nos dedicado a esse mister de forma especial. Seja no 7 de setembro, quando celebraremos o bicentenário da nossa República, seja no transcorrer do processo eleitoral já em curso. Estamos vigilantes e, repito, atuando na defesa da nossa democracia e de nossas instituições”, ressaltou Aras.

O procurador fez um pronunciamento durante a sessão de reabertura dos trabalhos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a 62 dias para as eleições. Aras, que também é o chefe da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), tem sido alvo de críticas por posicionamentos excessivamente alinhados ao presidente Jair Bolsonaro.

“Na proximidade das eleições, o Ministério Público Eleitoral está atento a qualquer risco de ameaça ao desejado ambiente seguro e equilibrado de disputa, paralelamente com estímulo à participação dos jovens e das mulheres no processo democrático, de forma destacada no combate à violência política”, afirmou.

Em sua fala, Aras ainda disse que a busca por soluções “pacíficas e conciliadoras” não se confunde com passividade, e que o Ministério Público brasileiro busca “ser um agente de diálogo antes de tudo”, “mas sem macular a necessária harmonia entre os poderes”.

“É bom que se diga, senhor presidente, senhoras ministras e senhores ministros, que essa busca por soluções pacíficas e conciliadoras não se confunde com passividade. Sempre estivemos e seguimos atentos a quaisquer manifestações e atos que ultrapassem os limites das liberdades e garantias constitucionais. Foi assim em 2021 e assim tem sido em 2022, com todo o Ministério Público brasileiro mobilizado e atento”, disse o chefe da PGR.

Neste final de semana, o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) convidou seus apoiadores para as manifestações que serão realizadas durante o feriado, quando será comemorado o aniversário de 200 anos da Independência do Brasil.

Em 2021, durante manifestações de 7 de setembro em Brasília e em São Paulo, o presidente fez uma série de ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que não mais obedeceria às decisões dadas por alguns integrantes da Corte. No STF e no TSE, as movimentações para os atos deste ano têm sido acompanhadas com cautela.


Paola Tito

editor

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