Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados, não compareceu à primeira sessão de votações após o fim de seu mandato, realizada nesta quarta-feira (4). Além disso, ainda não estreou seu novo supergabinete, situado próximo ao plenário e à entrada principal do Congresso Nacional.
Lira, líder do centrão e cotado para integrar o ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda mantém seu antigo gabinete de deputado comum, que permaneceu trancado durante o dia. Seu novo espaço de trabalho foi estabelecido onde antes ficava a liderança do governo no Congresso, garantindo proximidade com outros ex-presidentes da Câmara, como Aécio Neves (PSDB-MG) e Arlindo Chinaglia (PT-SP).
A nova estrutura, maior que a maioria dos gabinetes dos deputados, conta com acesso por elevador direto ao plenário, permitindo um deslocamento rápido de cerca de um minuto. Alguns funcionários de Lira já estão trabalhando no local, mas ele ainda não o utilizou.
A escolha do gabinete segue o ato da mesa 88/2006, que dá prioridade de alocação a ex-presidentes da Câmara que continuam com mandato. Tradicionalmente, esses espaços são amplos, bem localizados e equipados com múltiplas salas e outras comodidades.
Nos quatro anos em que esteve à frente da Câmara, Lira utilizou o gabinete da presidência, que ele mesmo reformou ao custo de aproximadamente R$ 1 milhão. O espaço anteriormente abrigava o Comitê de Imprensa da Casa, onde trabalham repórteres especializados na cobertura do legislativo.
Seu antigo gabinete de deputado comum fica no nono andar do Anexo 4 da Câmara, um prédio afastado do edifício principal do Congresso e acessado por meio de uma passagem subterrânea. O trajeto até o plenário leva cerca de nove minutos e envolve o uso de elevadores, esteiras e escadas rolantes.
A Câmara informou que o antigo gabinete de Lira “está em fase de desocupação” e que ainda não há definição sobre seu futuro ocupante ou redistribuição. O parlamentar já não utilizava o local há mais de quatro anos, período em que despachava do gabinete da Liderança do PP, um espaço maior e mais próximo ao plenário.
Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputado

