A composição dos blocos parlamentares para o segundo biênio da 20ª Legislatura foi definida durante a Reunião Ordinária de Plenário realizada nesta quarta-feira (5/2/25). A nova configuração manterá três blocos, seguindo a mesma orientação do primeiro biênio em relação ao governo de Romeu Zema (Novo).
Na base governista, permanecem o Bloco Minas em Frente, com 24 deputados de seis partidos, sob liderança do deputado Cássio Soares (PSD), e o Bloco Avança Minas, composto por 22 deputados de nove partidos, ainda sem um líder definido.
A oposição segue reunida no Bloco Democracia e Luta, formado por 20 parlamentares de cinco partidos e liderado pelo deputado Ulysses Gomes (PT). A leitura oficial das composições foi realizada em Plenário.
A principal mudança ocorreu com a saída do Partido Liberal (PL) do Bloco Avança Minas. Seus 11 parlamentares optaram por formar uma bancada independente dos blocos, tendo o deputado Bruno Engler como líder. Apesar da decisão, Engler reafirmou o apoio ao governo de Zema. “Nós estamos ao lado do governo”, declarou, ressaltando que o PL mantém forte presença tanto no Congresso Nacional quanto na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Outro destaque da sessão foi a oficialização da deputada Lohanna (PV) como líder da bancada feminina, a maior da história da ALMG, com 15 deputadas. Lohanna agradeceu a confiança das colegas e enfatizou a diversidade do grupo, composto por mulheres de diferentes regiões, idades e espectros políticos.
“Nós todas representamos a força das mulheres mineiras no Parlamento. Temos diferenças, mas essa diversidade só enriquece o debate público”, afirmou a nova líder. Ela destacou que o trabalho da bancada será coletivo e reconheceu a trajetória das parlamentares que já atuam há mais tempo no Legislativo.
Com essa nova configuração, a Assembleia de Minas mantém a divisão entre base governista e oposição, mas vê a ascensão de um grupo independente que poderá influenciar debates e votações nos próximos dois anos. A definição das lideranças dos blocos e bancadas reforça o equilíbrio político dentro do Parlamento mineiro, com forças bem distribuídas entre governo, oposição e independentes.
Foto: Guilherme Bergamini

