A partir desta semana até o dia 2 de dezembro, 55 bairros da capital a coleta seletiva de lixo será ampliada na capital. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o serviço vai incluir novas rotas em locais onde já é prestado, nos bairros:

Grajaú;
São Lucas;
Castelo;
Lourdes e
Padre Eustáquio. .
E mais oito bairros também entram no roteiro:

Funcionários;
Coração Eucarístico;
Minas Brasil;
Estoril;
Prado;
Sagrada Família;
União e
Santa Efigênia.

Os critérios para a escolha das regiões que ganharam a prestação de serviço são o potencial de geração de recicláveis e a demanda da população, explica a diretora de Planejamento da SLU, Flávia Mourão.

“Há bairros contemplados, distantes do Centro da cidade e com potencial para receber o serviço, que historicamente solicitavam a implantação da coleta”, avalia.

Uma campanha de mobilização e orientação foi feita pela SLU com os moradores dessas regiões. Moradores de 80.606 domicílios passarão a ser atendidos com a coleta seletiva porta a porta.

Desde setembro de 2019, seis associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis, que integram o Fórum Municipal Lixo e Cidadania de Belo Horizonte, foram credenciadas pela SLU em chamamento público, e são as responsáveis pelo serviços de recolhimento:

Asmare (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável);
Associrecicle (Associação dos Recicladores de Belo Horizonte);
Coomarp (Cooperativa dos Trabalhadores com materiais Recicláveis da Pampulha Ltda);
Coopemar (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da Região Oeste de BH);
Coopesol (Cooperativa Solidária de Trabalhadores e Grupos Produtivos da Região Leste) e
Coopersoli (Cooperativa Solidária dos Recicladores e Grupos Produtivos do Barreiro e Região).

A SLU continua sendo responsável pelo planejamento e fiscalização do serviço. “As cooperativas são contratadas pela SLU e remuneradas pela autarquia, que também cede caminhões compactadores para a atividade”, diz a diretora de Planejamento.

E onde não tem porta a porta?

Nos bairros onde não há coleta seletiva porta a porta, os moradores também podem contribuir com a redução de resíduos e a geração de renda na cidade. Na modalidade ponto a ponto, a população separa os recicláveis na residência e pode depositá-los em contêineres instalados pela Prefeitura em pontos estratégicos.

“Ao separar os recicláveis para a coleta, o cidadão evita que esse resíduo seja aterrado, proporcionando economia de recursos públicos. Também contribui para a geração de renda dos catadores, além de preservar o meio ambiente”, explica a chefe do Departamento de Políticas Sociais e Mobilização da SLU, Ana Paula Costa Assunção.

Todo o material recolhido nas coletas seletivas é doado para as cooperativas e associações. A SLU também providencia estruturas (aluguel, construção, reforma de galpões), para a triagem de recicláveis, e paga despesas como o aluguel.

Confira o cronograma de inclusão dos novos bairros na coleta seletiva:

Setembro:

Segunda-feira (26): Estoril e Sagrada Família
Terça-feira (27): Prado, Coração Eucarístico e Minas Brasil
Quinta-feira (29): Funcionários

Outubro:

26/10: União

Dezembro:

02/12: Santa Efigênia

Como participar da coleta seletiva

Para participar da coleta seletiva porta-a-porta, o morador deverá separar os resíduos (papel, metal, plástico, isopor e vidro), higienizá-los e colocá-los juntos em um saco plástico, de preferência transparente, na calçada, às 8h, no dia definido para o recolhimento em sua rua.

O vidro, se possível, deve ser acondicionado separadamente para não se misturar ao papel, metal, plástico e isopor, evitando contaminações de líquidos e outros restos de alimentos. É importante que o vidro esteja protegido para impedir que os garis se envolvam em acidentes.

O que pode ser separado para a coleta seletiva

Papel

Jornais, revistas, papelão, embalagens longa vida, impressos em geral, cadernos e livros.
Não pode: Papel higiênico, guardanapos, fitas e etiquetas adesivas, fotografias e papéis plastificados.

Metal:

Latas de alumínio ou de ferro, clipes, papel alumínio e grampos para papel ou para cabelo.
Não pode: Embalagens de marmitex, esponjas de aço, pilhas, baterias e eletroeletrônicos.

Plástico:

Sacolas, garrafas PET, embalagens em geral, copos descartáveis e canos de PVC.
Não pode: Embalagens de balas e de doces, embalagens de produtos tóxicos.

Vidro:

Garrafas, embalagens em geral, potes, copos, vidros planos e lisos.
Não pode: Espelhos, cerâmica, tubos de TV ou monitores, vidros temperados, lâmpadas de LED e fluorescentes.
Isopor: bandejas de alimentos (limpas), embalagens, peças de isopor em geral.


Paola Tito