A situação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) continua preocupante após o corte de verbas realizado pelo Ministério da Educação (MEC) no mês passado a instituições de várias partes do país, conforme afirmou em nota.

Na UFMG, os cortes somam R$ 16 milhões e têm resultado em suspensão e redução de atividades, entre outros impactos. Segundo a universidade, o bloqueio imposto no dia primeiro de dezembro ainda não foi revertido.

“Algumas atividades de visitação mediada, como no Museu de História Natural e Jardim Botânico, foram suspensas ou reduzidas, neste fim de semana, porque dependem da atuação de bolsistas pagos pela UFMG, que ainda não receberam o pagamento referente ao mês de novembro. Assim que o governo liberar os recursos da UFMG, a situação será normalizada”, afirmou a instituição, em nota.

Já no que diz respeito aos estudantes de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado), que contam com bolsas custeadas pela Capes, a regularização deve ocorrer até esta terça-feira (13). “Por conta disso, a UFMG decidiu subsidiar, de forma temporária, as refeições desses estudantes em seus restaurantes universitários (RUs)”, informou.

“A UFMG informa, ainda, que, em relação aos profissionais terceirizados, por força contratual, as empresas que gerenciam mão de obra para serviços da Universidade devem arcar com o pagamento de até três meses de salário, mesmo sem o repasse do valor correspondente.

Uma das empresas, no entanto, não conseguiu cumprir essa exigência. A UFMG está em negociação para viabilizar meios de efetuar o pagamento diretamente aos profissionais contratados, assim que o os recursos forem repassados para a instituição”, afirmou.

A UFMG ainda reiterou que não tem medido esforços para mitigar os efeitos “nefastos sobre a vida das pessoas diretamente afetadas pelo bloqueio orçamentário imposto às instituições federais de ensino superior do nosso país”, conclui.


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