Entre os vários processos judiciais envolvendo cobranças do empresário André Cury contra o Atlético-MG, a Justiça de São Paulo homologou acordo de R$ 1,8 milhão para desbloquear direitos federativos do lateral Guga, vendido ao Fluminense.
Em decisão da Justiça, no início do ano passado, ficou determinado que os direitos federativos de Guilherme Arana e Allan, assim como os de Guga, estavam bloqueados para venda a outro clube.
O Galo negociou o lateral direito ao Fluminense por 1,7 milhão de euros (R$ 9,5 milhões).
“As partes alegam urgência na homologação do acordo em razão da necessidade de promover o desbloqueio dos direitos federativos do atleta Cláudio Rodrigues Gomes (Guga), conforme explicitado a fls. 554/555 e fls. 559/565″, diz parte da decisão da 39ª vara cível do TJSP.
O Atlético irá pagar exato R$ 1.835.104,19 da seguinte maneira:
R$ 1.380.824,76 – mediante depósito judicial (já realizado)
R$ 404.715,94 – transferência do bloqueio bancário
R$ 49.563,49 – transferência do bloqueio bancário
“Nesses termos, HOMOLOGO para que produza seus regulares efeitos legais, o acordo noticiado a fls. 577/581 e, em consequência: 1. Determino o imediato desbloqueio dos direitos federativos dos atletas Guilherme Antônio Arana; Allan Rodrigues de Souza e Cláudio Rodrigues Gomes (Guga)”, decidiu a Juliana Koga Guimarães, em 11 de janeiro.
A ação em referência é um protesto de André Cury por comissão não paga na contratação do atacante Franco Di Santo pelo Galo, em 2019. Os valor original era de R$ 1,7 milhão. Agente e clube tentam um acordo global para sanar os mais de R$ 60 milhões que Cury cobra na Justiça. São ações distribuídas em Minas Gerais, em São Paulo, e na Câmara Nacional de Resoluções e Disputas.

