O ministro Luís Roberto Barroso declarou nesta terça-feira que ainda estuda a possibilidade de antecipar sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF), embora possa permanecer na Corte até 2033, quando completará 75 anos. Segundo ele, apesar da importância do tribunal, existem “outros espaços relevantes na vida brasileira” que também podem ser ocupados.
Barroso deixou a presidência do STF na segunda-feira, após 12 anos e três meses de atuação na Corte. “Posso ficar ainda mais oito anos. É muito difícil deixar o Supremo, que é, para quem gosta do Brasil, tem compromissos com o Brasil, como eu tenho, um espaço relevante. Mas há outros espaços relevantes na vida brasileira, de modo que estou considerando todas as possibilidades, inclusive a de ficar”, afirmou após participar de um evento promovido pelo Lide.
No domingo, em entrevista à GloboNews, o ministro anunciou que pretende realizar um “retiro espiritual” em outubro para refletir sobre sua decisão. “Vou fazer um retiro espiritual em outubro. Uma semana. E vou decidir. Eu gosto do STF. Tenho uma relação boa com meus colegas. Às vezes tenho a sensação de ter cumprido um ciclo”, disse.
A sucessão na presidência do Supremo ocorreu nesta segunda-feira, quando Edson Fachin assumiu o comando da Corte para um mandato de dois anos. Barroso elogiou o colega e afirmou confiar plenamente em sua gestão. “É uma pessoa de grande integridade, de grande qualidade intelectual, de muitas virtudes. Tenho certeza de que vai conduzir o Supremo da melhor forma possível. Nós temos estilos diferentes, mas compartilhamos os mesmos valores”, destacou.
Foto: Antônio Augusto/STF

