A 49ª edição do BH Itinerante foi aberta nesta quinta-feira (21) no Parque Estadual da Serra do Rola Moça. O projeto, promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), tem como foco a formação de agentes ambientais e reuniu 45 participantes em um dos principais espaços de biodiversidade da região metropolitana.

Durante o trajeto entre a sede da SMMA, no Centro da capital, e o parque, que possui cerca de mil e quatrocentos metros de altitude, os participantes receberam informações no ônibus Expresso Ambiental sobre a história de Belo Horizonte, os desafios metropolitanos e a gestão de recursos naturais, abordando temas como água, solo, resíduos e poluição.

Criado em 1994, o Parque da Serra do Rola Moça possui aproximadamente quatro mil hectares e é considerado o terceiro maior parque urbano do Brasil. Localizado entre Belo Horizonte, Brumadinho, Nova Lima e Ibirité, abriga importantes mananciais de abastecimento de água e uma biodiversidade singular, com espécies típicas dos campos ferruginosos, como a canela-de-ema e o lobo-guará.

O parque recebe cerca de vinte mil visitantes mensalmente, mas enfrenta ameaças constantes, entre elas queimadas, impactos da mineração e atropelamentos de animais silvestres. Por isso, a conscientização ambiental é apontada como essencial. O subsecretário de Gestão Ambiental e do Clima, Dimi Chaves, reforçou o papel do projeto. “É um trabalho feito com muito empenho e carinho pela Diretoria de Educação Ambiental”.

O BH Itinerante foi criado em 2000 e completa vinte e cinco anos de atuação em 2025. Entre mais de oitenta inscritos nesta edição, foram escolhidos estudantes, brigadistas, aposentados, educadores e pessoas de várias idades, todos interessados em colaborar com soluções para os problemas ambientais.

A aposentada Maria Lídia Vaz, de oitenta e seis anos, destacou a motivação em participar. “Eu sou muito ligada ao meio ambiente, sempre tive horta. Estou gostando bastante da troca com os colegas. Aos 86 anos sigo aprendendo aqui”. Já Vinicius Moreira da Silva, de vinte e cinco anos, servidor da Prefeitura no Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (Cresan) da Lagoinha, destacou o valor do aprendizado. “Estou numa área correlata à sustentabilidade. É uma oportunidade e tanto de aprendizado quanto de contribuir com meus conhecimentos.”

O módulo inicial, Abrindo Caminhos, realizado no parque, terá continuidade até 27 de novembro, com encontros semanais na Sala Verde da SMMA. Além dos conteúdos sobre sustentabilidade e educação ambiental, serão promovidas discussões sobre temas atuais, como a COP 30 no Brasil. Os fundadores do projeto, Eliana Apgaua e Aluísio Cardoso, ressaltaram que a proposta é estimular os participantes com inclusão e diversidade.

Foto: Divulgação


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