O Plano Local de Ação Climática lançado pela Prefeitura de Belo Horizonte nesta quarta-feira (30) conta com metas para até 2050. O documento relaciona uma série de ações para enfrentar o aquecimento global. Entre os desafios a serem cumpridos até 2030 está a redução de 46% dos gases que causam o efeito estufa. Para 2050, a meta é 86%.

Para cumprir com esse objetivo, a Prefeitura de Belo Horizonte acredita na implementação de ônibus elétricos na capital. Porém, não existe uma previsão para uma possível troca dos veículos. Os ônibus convencionais do transporte urbano são um dos grandes vilões de emissão de gases poluentes.

O evento de lançamento do Plano contou com a presença do prefeito Fuad Noman, do secretário de Governo Josué Valadão, do secretário de Meio Ambiente Mário Werneck, do diretor de Gestão Ambiental Dany Amaral e do secretário executivo do ICLEI – Governos Locais para a Sustentabilidade, Rodrigo Perpétuo.

O plano segue padrões internacionais estabelecidos pelo Acordo Climático de Paris e pelo Pacto Global das Cidades pelo Clima e Energia. “Temos que deixar um legado para nossos filhos, netos e bisnetos. Porque ou essas pessoas podem ser vítimas ou beneficiárias das nossas ações. Então, vejo isso como um grande marco”, disse o prefeito.

As regionais Norte, Nordeste e Leste foram apontadas como as principais localidades de Belo Horizonte que apresentam os maiores índices de vulnerabilidade climática – como riscos de alagamento, deslizamentos de encosta e aumento de temperaturas.

Plantio de árvore

O manejo e o plantio de árvores são um dos grandes desafios para a implementação do Plano Local de Ação Climática, conforme pontuou as autoridades presentes.

Uma das metas apontadas no documento é a arborização urbana e plantio de árvores nos principais corredores viários da cidade.

O grande número de árvores que caem nas ruas durante o período chuvoso foi uma questão levantada durante a coletiva de imprensa, e se há o devido replantio ou compensação.

O secretário de Meio Ambiente Mário Werneck pontuou que é um desafio muito grande para o município fazer esse monitoramento.

BH possui 500 mil árvores. Para todos nós é muito difícil olhar todas essas 500 mil árvores”, disse Werneck. “Pelo número de árvores que temos, cai muito pouco daquilo que poderia cair”, arrematou.
Ao todo, a pasta faz o plantio médio de 17 mil árvores por ano na capital.


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