Um comitê popular será criado em Belo Horizonte para discutir o aumento de casos de Covid-19. O grupo será composto por 17 membros, entre eles infectologistas que integravam o comitê que aconselhou a prefeitura por dois anos e foi extinto em março deste ano.

O comitê será lançado, oficialmente, na tarde desta sexta-feira (3). Em nota, o grupo se diz “preocupado com a flexibilização das medidas de combate à Covid-19, com o aumento de casos e possível surgimento de uma variante mais agressiva”.

Batizado de “Comitê Popular de Enfrentamento à Covid-19 em BH”, o grupo retomará o trabalho feito durante o auge da pandemia, agora sem a posição de consultor oficial da prefeitura.

O infectologista Carlos Starling, que integrava o comitê da Covid-19 em BH e participará do novo grupo, afirma que uma das demandas levantadas será o retorno da divulgação do boletim epidemiológico diário da prefeitura, com dados como a velocidade de transmissão da Covid.

“As pessoas estão sentindo falta dos dados. A intenção é informar a população sobre o comportamento da pandemia e fazer recomendações de cuidados para não voltarmos a ter os problemas graves. Atuar de forma sinérgica ao poder público, colaborar com o poder público”, destacou.

Carlos Starling reforça que uma das recomendações que o grupo faz é o apelo para uso de máscaras, principalmente em lugares fechados. “Precisa voltar. Se não fizer isso, vamos ver a incidência aumentar. Isso precisa ser comunicado para a população”, completou.

Além de Starling, também compunham o comitê de enfrentamento à Covid em Belo Horizonte os infectologistas Unaí Tupinambás e Estevão Urbano.

A sede do comitê popular será no Observatório de Políticas e Cuidados em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).