O mercado financeiro voltou a elevar as estimativas para a inflação e para o crescimento da economia brasileira, segundo dados divulgados nesta segunda-feira no Boletim Focus, relatório semanal elaborado pelo Banco Central do Brasil com projeções de instituições financeiras e economistas.
A expectativa para a inflação oficial do país subiu de 4,92% para 5,04% neste ano. Esta foi a décima primeira alta consecutiva registrada pelo mercado desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Já a previsão para o Produto Interno Bruto, indicador que mede a soma de todas as riquezas produzidas no país, avançou de 1,85% para 1,89%. O mercado também revisou para baixo a projeção do dólar no fim do ano, agora estimado em R$ 5,17.
Segundo o economista Adalmir Marcheti, a guerra no Oriente Médio continua influenciando diretamente as expectativas econômicas, principalmente devido aos impactos sobre combustíveis e energia. Ele também alertou para possíveis efeitos climáticos no segundo semestre provocados pelo fenômeno El Niño.
Na avaliação do especialista, ainda existe grande nível de incerteza sobre o comportamento da inflação, do crescimento econômico e da taxa de juros nos próximos meses.
Marcheti afirmou que um eventual fim do conflito internacional poderia provocar redução nos preços, queda dos juros e melhora da atividade econômica. Em contrapartida, a continuidade da guerra tende a pressionar custos e ampliar as dificuldades para o controle inflacionário.
Os analistas consultados pelo Banco Central mantiveram a projeção da taxa básica de juros, a Selic, em 13,25% ao ano.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

