A vizinhança de Jair Bolsonaro (PL) permanece tranquila, mesmo com a movimentação para levar o ex-presidente para depor na PF (Polícia Federal) sobre o caso de falsificação de registros de vacinação contra a covid.

O ex-presidente compareceu na sede da PF na parte da tarde para falar na investigação sobre a fraude em cartões de vacina. É o terceiro depoimento dele à polícia em 40 dias.

Bolsonaro vive no condomínio Solar de Brasília, no Lago Sul da capital federal, desde março deste ano. Ele e a mulher, Michelle, foram recebidos com um café da manhã de boas-vindas.

Mas, em algumas ruas do condomínio, moradores exibem placas a favor de Lula (PT) em seus portões ou a bandeira do Brasil.

“Esta casa está com Lula”, diz um dos cartazes. Em outra casa, uma enorme bandeira vermelha com a foto do petista está ao lado de uma flâmula verde e amarela.

Os moradores não quiseram conversar com a reportagem, mas têm tido de conviver com a mudança na rotina. No começo deste mês, a PF cumpriu mandato de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, causando agitação no condomínio.

Bolsonaro nega as acusações. Sua defesa afirma que ele não se beneficiaria da falsificação, uma vez que sempre se posicionou contra a vacina de covid-19. O ex-chefe do Executivo diz que “todas as vezes” que foi aos Estados Unidos “não foi exigido cartão vacinal”.

Preso no último dia 3, os indícios apontam Cid como possível articulador do esquema. Ele também vai depor, na quinta.


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