O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a falar sobre liberdade de expressão, e defendeu as pessoas envolvidas na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro.

Nós temos agora, vai completar dois meses, 900 pessoas presas, tratadas como terroristas. Que não foi encontrado, quando foram presos, um canivete sequer com elas. E estão presas. Chefes de família, senhoras, mães, avósJair Bolsonaro, durante SA Summit 2023, na Flórida (EUA).

Bolsonaro também comparou a história brasileira com a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores do candidato derrotado nas eleições de Donald Trump invadiram e depredaram o local. O ex-presidente disse que nos Estados Unidos a “grande maioria” das pessoas está “respondendo ao devido processo” em liberdade.

“No Brasil, não. Não tem formal de culpa, não tem testemunha. As pessoas, a grande maioria, sequer estava na Praça dos Três Poderes naquele fatídico domingo, que nós não concordamos com o que aconteceu lá”, seguiu.

Presos nos atos

Mais de 1,3 mil pessoas foram presas após os atos golpistas que resultaram na invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e da sede do STF (Supremo Tribunal Federal). Veja a lista final.

No sábado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu que somente as visitas para fins acadêmicos, jornalísticos e “casos omissos” precisam de autorização da Corte. O magistrado lembrou que os presos pelos atos golpistas têm direito a visitas de acordo com as regras já estabelecidas no Distrito Federal, desde que elas não se enquadrem entre as exceções citadas.

No Distrito Federal, presos podem receber visitas de familiares nos dias e horários especificados por cada presídio. Também há regras gerais de comprovação de vínculo, em caso de visitas íntimas, e para a visita de filhos e enteados menores de idade.

Segundo recente levantamento do MPF, que perfila os envolvidos nos atos antidemocráticos, metade dos presos nesses atos receberam auxílio emergencial. Além disso:

possuem idades entre 36 e 55 anos;

60% são homens;

há ex-candidatos entre os detidos;

menos de um quinto possui filiação a algum partido.


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