Na noite desta quinta-feira (2), ataques aéreos israelenses em Gaza resultaram na morte de pelo menos 25 pessoas, incluindo líderes da polícia local, mulheres e crianças, conforme informações divulgadas pela Defesa Civil de Gaza e equipes de resgate. Entre os alvos atingidos, estava uma zona declarada humanitária no sul do território palestino.
Em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, 11 pessoas perderam a vida após o bombardeio de uma barraca que abrigava deslocados. De acordo com a Defesa Civil, o ataque vitimou Hussam Shahwan, chefe adjunto da polícia, e Mahmud Salah, ex-chefe da polícia do território. Além deles, três crianças e duas mulheres também estão entre os mortos, enquanto 15 pessoas ficaram feridas. As autoridades locais condenaram o ataque, afirmando que os dois líderes “estavam cumprindo seu dever humanitário e nacional de servir ao nosso povo”.
O exército israelense confirmou o bombardeio em Khan Yunis e declarou que Shahwan estava envolvido no planejamento de ataques contra tropas israelenses em coordenação com o braço armado do Hamas. No entanto, não houve comentários sobre a morte de Salah. Em nota, o Ministério do Interior de Gaza, liderado pelo movimento islâmico Hamas, lamentou as mortes e criticou a escalada de violência na região.
Outros dois bombardeios israelenses em áreas diferentes de Gaza causaram mais 14 mortes, segundo a Defesa Civil. O exército israelense não se pronunciou sobre esses ataques adicionais.
A escalada de violência ocorre em meio a tensões crescentes entre Israel e o Hamas. Na quarta-feira, o ministro israelense da Defesa, Israel Katz, ameaçou intensificar os ataques em Gaza caso os disparos de foguetes contra o território israelense continuem. Embora esses ataques recentes tenham causado poucos danos materiais em Israel, representam um desafio político para o governo após mais de um ano de conflitos.
Desde o início da guerra em 7 de outubro de 2023, com o ataque do Hamas em solo israelense, o número de foguetes disparados a partir de Gaza diminuiu significativamente. No entanto, Katz reiterou a exigência de que o Hamas liberte os reféns retidos no território, destacando que a intensificação dos combates é uma possibilidade concreta.
Foto: Bashar Taleb

