O general Walter Braga Netto, candidato a vice na chapa com Jair Bolsonaro (PL) e ex-ministro da Defesa, discutiu um possível golpe de Estado após a derrota na eleição presidencial.

De acordo com a CNN, interlocutores do ex-presidente Jair Bolsonaro e de Anderson Torres disseram que Braga Netto liderou reuniões para discutir uma mudança no resultado eleitoral que teve Lula como vitorioso.

Uma das alternativas discutidas por Walter Braga Netto seria a aplicação do artigo 142 da Constituição Federal.

A medida seria, na prática, uma intervenção militar no Estado.

Também foi discutido uma decretação de Estado de Defesa.

Durante as reuniões foi levantada também a possibilidade de convocar as forças de segurança para tentar ter acesso ao código-fonte das urnas eletrônicas.

Também foi cogitada a possibilidade de buscar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para liderar o processo golpista.

Na última quinta-feira (19) a Polícia Federal encontrou na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, um documento que poderia ser usado para mudar o resultado das eleições.

A minuta de um decreto que teria como objetivo estabelecer um estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral.

O citado documento foi apanhado quando eu não estava lá e vazado fora de contexto, ajudando a alimentar narrativas falaciosas contra mim. Fomos o primeiro ministério a entregar os relatórios de gestão para a transição. Respeito a democracia brasileira. Tenho minha consciência tranquila quanto à minha atuação como ministro”, disse o ex-ministro.


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