O número de brasileiros conectados à internet cresceu significativamente nos últimos anos. De acordo com a pesquisa “PNAD Contínua: TICs”, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 6,1 milhões de novos usuários passaram a utilizar a internet entre 2022 e 2024, elevando o percentual de pessoas com 10 anos ou mais com acesso à rede para 89,1%. Em 2019, essa taxa era de 79,5%, e, no início da série histórica, em 2016, apenas 66,1% da população fazia uso da internet.
O avanço da conectividade não ficou restrito às grandes capitais. As regiões Norte e Nordeste lideraram a expansão no período, com crescimento de 18,2% e 17,2%, respectivamente, superando a média nacional. A região Centro-Oeste manteve a liderança em 2024, com 93,1% da população conectada. Esse cenário representa um passo importante na redução das desigualdades regionais no acesso à tecnologia.
O Ministério das Comunicações tem desempenhado papel central nesse processo. Por meio de uma série de programas e políticas públicas, a pasta tem promovido a inclusão digital em todo o país. “Levamos internet para quem mais precisa, seja em áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas ou regiões isoladas. Cada nova conexão significa mais oportunidades, mais educação, mais desenvolvimento”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Entre as ações implementadas pelo governo federal, destacam-se os editais de 4G e 5G voltados à ampliação da cobertura em municípios e áreas remotas; o programa Wi-Fi Brasil, que fornece conexão gratuita via satélite a locais sem cobertura adequada; e o projeto Internet Brasil, que distribui chips com pacotes de dados gratuitos para estudantes da rede pública.
A expansão das infovias e redes de fibra óptica também tem contribuído para melhorar a qualidade da conexão, reduzindo custos e aumentando a velocidade da internet. Além disso, recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) estão sendo direcionados para projetos de infraestrutura digital, como redes móveis e data centers.
O esforço do governo federal tem promovido um crescimento mais equilibrado entre áreas urbanas e rurais, reduzindo as históricas disparidades no acesso à internet. Os dados da PNAD Contínua revelam que o uso da rede em zonas rurais está se aproximando da média registrada nas cidades, indicando uma transformação progressiva na conectividade do país.
“O Brasil está se preparando para os desafios da economia digital, com serviços públicos mais eficientes, acessíveis e inclusivos. Nossa meta é universalizar o acesso à internet até 2026”, reforçou o ministro.
Desde 2016, o módulo de Tecnologia da Informação e Comunicação da PNAD Contínua analisa o acesso à internet, à televisão e o uso de telefones celulares para fins pessoais, com dados detalhados para o Brasil e suas unidades federativas. O material completo da pesquisa está disponível no site do IBGE.
Foto: Divulgação/MCom

