Acabou o sonho do hexacampeonato mundial no Catar. Erros de pontaria, de estratégia e de concentração contra uma Croácia valente e muito experiente resultaram na eliminação do Brasil nas quartas de final nesta sexta-feira (9), no Estádio Cidade da Educação, em Al Rayyan. O empate por 1 a 1 ao fim da prorrogação levou a decisão para os pênaltis, que acabaram com vitória croata por 4 a 2.

O adversário da Croácia sairá do duelo entre Argentina e Holanda, que se enfrentam ainda nesta sexta, a partir das 16h (de Brasília), no Estádio Icônico de Lusail. A semifinal está marcada também para Lusail, às 16h da próxima terça (13).

Num primeiro tempo equilibrado, foram raras chances de gol. Na etapa final, o Brasil melhorou e criou grandes oportunidades, mas as desperdiçou – ora por falta de pontaria, ora por grandes intervenções do goleiro Livakovic. Ofensivamente, a Croácia pouco fez.

A dinâmica do segundo tempo se repetiu na metade inicial da prorrogação, com o Brasil criando mais. Aos 15 minutos, Neymar tabelou com Paquetá, driblou Livakovic e marcou. O camisa 10, que vivia uma noite apagada, igualou Pelé como o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, com 77 gols.

Na metade final do tempo extra, o Brasil viu a Croácia avançar as linhas. Mas foi em um contragolpe, numa falha estratégica brasileira, que os croatas empataram. Petkovic chutou de fora, a bola desviou em Marquinhos e morreu no fundo das redes. A disputa, então, foi para os pênaltis.

A Croácia acertou todas as cobranças e venceu por 4 a 2. Pelo lado brasileiro, Rodrygo parou em defesa de Livakovic – grande nome da partida – e Marquinhos chutou o último pênalti na trave. Neymar, o quinto da lista, nem chegou a bater.

Brasil marca, mas falha

Na prorrogação, o cenário não mudou. O Brasil seguiu em cima – o que permitiu a Croácia criar boa oportunidade. Quando o clima do estádio estava tenso, Neymar, enfim, apareceu.

Aos 15 minutos do primeiro tempo, o camisa 10 iniciou a jogada, tabelou com Paquetá, fintou o goleiro e empurrou para as redes. Alívio e festa nas arquibancadas.

O segundo tempo da prorrogação veio acompanhado de uma Croácia mais ofensiva para tentar o empate. Em um momento em que a Seleção Brasileira tentava segurar a bola na frente, os croatas conseguiram um contragolpe fatal, numa falha estratégica do Brasil. Petkovic chutou de fora da área, a bola desviou em Marquinhos e morreu no fundo das redes. A disputa foi para os pênaltis.

Croácia 4 x 2 Brasil nos pênaltis

Vlasic abriu o placar para a Croácia
Rodrygo bateu, e Livakovic defendeu
Majer deixou a Croácia em vantagem maior
Casemiro diminuiu para o Brasil
Modric fez o terceiro da Croácia
Pedro fez o segundo Brasil
Orsic fez o quarto da Croácia
Marquinhos chutou na trave.

Brasil

Alisson; Éder Militão (Alex Sandro, no intervalo da prorrogação), Marquinhos, Thiago Silva e Danilo; Casemiro, Lucas Paquetá (Fred, no intervalo da prorrogação) e Neymar; Raphinha (Antony, aos 11′ do 2ºT), Vinícius Júnior (Rodrygo, aos 19′ do 2ºT) e Richarlison (Pedro, aos 39′ do 2ºT)
Técnico: Tite

Croácia

Livakovic; Juranovic, Lovren, Gvardiol e Sosa (Budimir, aos 5′ do 2ºT da prorrogação); Brozovic, Kovacic (Majer, no intervalo da prorrogação) e Modric; Pasalic (Vlasic, aos 27′ do 2ºT), Perisic e Kramaric (Petkovic, aos 27′ do 2ºT)
Técnico: Zlatko Dalic

Público: 43.893 torcedores

Árbitro: Michael Oliver (Inglaterra)
Assistentes: Stuart Burt (Inglaterra) e Gary Beswick (Inglaterra)
VAR: Pol Van Boekel (Holanda)


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