Três brasileiras integrantes da Flotilha Global Sumud foram detidas por forças de Israel enquanto participavam de missão humanitária com destino à Faixa de Gaza. As ativistas Ariadne Teles, Thainara Rogério e Beatriz Moreira de Oliveira, ligadas ao Movimento dos Atingidos por Barragens, estavam em alto-mar quando as embarcações foram interceptadas na segunda-feira. Segundo o movimento, o grupo foi levado para território palestino ocupado após a abordagem realizada em águas internacionais.

A Flotilha Global Sumud afirmou que a interceptação ocorreu fora da área de domínio israelense e classificou a ação como ilegal. Em nota divulgada após o episódio, a organização declarou haver preocupação imediata com a segurança física dos detidos e citou denúncias anteriores de abusos cometidos contra participantes de outras missões humanitárias voltadas ao apoio da população palestina em Gaza.

O comunicado menciona relatos de tortura, violência física grave e abusos sexuais invasivos supostamente praticados por forças israelenses durante detenções anteriores realizadas em operações semelhantes. A entidade afirma que aproximadamente 9 mil pessoas já teriam sido presas em circunstâncias consideradas arbitrárias ao longo das ações relacionadas ao conflito na região.

Nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores divulgou manifestação conjunta assinada pelos governos de Bangladesh, Colômbia, Espanha, Indonésia, Jordânia, Líbia, Maldivas, Paquistão e Turquia. O documento classificou como catastrófico o sofrimento da população palestina e definiu como arbitrária a detenção dos ativistas.

Os governos signatários pediram a libertação imediata dos integrantes da flotilha e defenderam o cumprimento do direito internacional e do direito internacional humanitário. O texto também afirma que os ataques contra missões humanitárias pacíficas demonstram desrespeito à liberdade de navegação e às normas internacionais.

Entre os detidos também está Margaret Connolly, irmã da presidente da Irlanda, Catherine Connolly. O Ministério das Relações Exteriores da Irlanda informou que acompanha o caso junto à embaixada irlandesa em Israel e exigiu a soltura imediata dos cidadãos envolvidos na operação.

Foto: gazafreedomflotilla/Instagram


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