O Ministério da Saúde anunciou que pretende aplicar 89 mil doses de vacinas em 650 aldeias indígenas entre os dias 25 de abril e 25 de maio de 2026. A ação integra o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas, iniciativa voltada para ampliar a cobertura vacinal em regiões de difícil acesso e fortalecer a imunização nessas comunidades.
A campanha foi apresentada pela secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, durante evento realizado na aldeia Barão do Rio Branco, localizada em Mâncio Lima, no Acre. O município abriga cerca de 2 mil indígenas, distribuídos entre as etnias Puyanawa, Nukini e Nawa, e foi escolhido como ponto inicial da mobilização devido aos desafios históricos de acesso aos serviços de saúde.
No ano anterior, mais de 70 mil doses foram aplicadas, alcançando aproximadamente 57 mil indígenas. A expectativa para 2026 é ampliar esses números, garantindo que a vacinação chegue a localidades mais isoladas e com menor cobertura.
Segundo a Secretaria de Saúde Indígena, a estratégia inclui não apenas a oferta de imunizantes, mas também ações de conscientização sobre a importância da vacinação. A iniciativa busca assegurar que as informações sejam transmitidas de forma clara e respeitosa, considerando as especificidades culturais de cada povo.
Durante o período da campanha, serão disponibilizadas todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Entre elas estão imunizantes contra hepatites A e B, tuberculose, poliomielite, meningite, febre amarela, sarampo, rubéola, caxumba, varicela, gripe e Covid-19, além da vacina contra o HPV.
Criado em 2010, o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas é uma estratégia contínua do governo federal para reduzir desigualdades no acesso à saúde. A ação está integrada à 24ª Semana de Vacinação nas Américas e à 15ª Semana Mundial de Imunização, que começam no dia 25 de abril e seguem até 2 de maio.
Coordenada pela Secretaria de Saúde Indígena, a campanha também prevê a busca ativa de pessoas não imunizadas, reforçando a atenção primária e contribuindo para a prevenção de doenças imunopreveníveis. A expectativa é de que a mobilização fortaleça a proteção coletiva e amplie o alcance das políticas públicas de saúde entre os povos indígenas em todo o país.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

